Monday, 22 October 2007

Um homem rico!

É o mantra das amigas desiludidas.
Eu confesso que já falei esse mantra muitas vezes:

'Agora, eu só quero um homem rico!'

Somos ativas, trabalhamos que nem cachorras, horas a fio, pagamos nossos impostos, e temos um homem em casa que no máximo cozinha de vez em quando.

A carga emocional deste relacionamento de maneira alguma é mais leve por ele não trabalhar e ter tempo livre.
Pelo contrário: a crise deles aumenta.
E a transferem para nós, que já temos tanto com o que se preocupar.

E por isso, quando finalmente nos livramos do fardo emocional da relação, dizemos:

'Agora, eu só quero um homem rico!'

O dinheiro conta muito em uma relação.
Conta na hora de pagar as contas, passear, viajar, comprar um presente inesperado, dividir a conta do restaurante e do motel, ou pagá-la inteiramente como cortesia, porquê ele, eventualmente, tem mais que você e te alivia a preocupação financeira em tal dia. Você pode retribuir em um outro encontro.

Então, ouvi a mesma frase de duas mulheres diferentes.

Uma é recém-separada, com um ex-marido que não avisa sobre a sua chegada na casa que um dia foi dele, dois filhos pequenos e cheios de energia, um trabalho que tira muito do seu tempo e uma casa longe da capital.

A outra comprou sua casa sozinha, não é casada, não tem filhos, trabalha em dias e horários alternados e tem tempo livre durante a semana.

Por qual das duas um homem rico se interessaria?

Na minha opinião, por nenhuma das duas.

As duas não são dependentes, ganham seu dinheiro, levam suas vidas, são fortes e falam alto, não são meninas, não são modelos e não querem parar para levar uma vida familiar.

Elas não precisam de um homem rico, e ele saberia bem disso.

Respondi para cada uma das duas:

'Se você encontrar um homem rico que ame e aguente seus filhos e seu intrometido passado , venha de longe até você, ajude no seu emocional, dê sem pedir nada em troca, e esteja disponível a esperar que vocês parem e lhe dê atenção, não sejam idiotas; AGARREM o sujeito. Definitivamente, o que ele sente deve ser amor!'

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