Quem lê os textos de Xico Sá, fica feliz.
É lindo ver a mente sem censuras discorrer por linhas sem parar. Uma maravilha é um homem não-reprimido.
Um dos textos falava da discussão dele com Pupilo, nosso conterrâneo, e da conclusão de que traição 'dente-de-leite' nem dói e é quase invisível.
E fiquei eu e os meus botões cor de laranja, comparando a atitude masculina brasileira, versus a inglesa no quesito traição.
Para um homem brasileiro, dentro do quesito traição existem os graus de afetação sentimental...
Por quê trair é natural, é primitivo, é animal. Humano.
Para um homem inglês, a traição é motivo de fim.
Pois, uma pessoa honesta, justa e o que mais eles queiram chamar, não trai nunca.
Mesmo anos após anos na relação mais morna ou fria de suas vidas.
O que conta é o laço mental e o emocional, que não pode ferir outra pessoa.
É uma traição.
E eu fico no meio desses pensamentos concordando com o que um amigo me disse essa semana:
'Eu já levei tanta ponta, também já botei! O que vai, volta. Isso tudo é besteira.'
Tudo nessa vida é bobagem, eu concordo.
Hoje em dia, eu acho que a maioria dos problemas está na cabeça dos outros.
Nada é pessoal, ou contra você.
Tudo é para o benefício próprio, o seu.
Mas que dói, dói. Não tem jeito.
Mas, sim, é bobagem e a gente levanta.
Thursday, 27 March 2008
Ai, que atraso!
Que a moda é volúvel, todos sabem!
Rapidez é essencial, ou você vira uma boba nas ruas.
E tudo é uma questão de informação em tempo urgente, e um vital acesso às tribos que fazem a moda.
Por exemplo: se você morar perto de Camden Town, ou Oxford Street, você tem acesso às principais tribos que fazem a moda das ruas, e por consequência, hoje influenciam as passarelas.
Mas, o atraso não tem desculpa.
Gera um abuso... Daqueles que se viram os olhos e se diz em alto bom tom: 'Vixe...'
Eu e outra amiga entramos em um site que se fala de modas, de moda, e dos que fazem a moda.
E em tom de novidade existia um texto que falava do 'etrol agal' (véu usado pelos homens árabes) usado como cachecol pelos garotos 'indies' ou pelas 'garotas-franjas' hoje em dia.
Notícia vinda da França.
E eu comigo mesma, e já falando para a interlocutora da conversa:
'Vixe....essa moda foi de outubro do ano passado.'
Ela:
'É mesmo, que atraso!'
O cachecol popular do momento é uma manta persa que lembra um tapete oriental, de tão rebuscado e de tecido encorpado. Coloridíssimo e rococó.
Tão popular que é vendido nas ruas à £5 cada um.
Pashmina, lenço com caveiras, 'etrol agal' ?
Não... Essas informações são muito velhas.
Hoje em dia uma dica certa para moda, é dar uma olhada nas cores em tendência em uma Vogue Italiana, dita a bíblia, e garimpar com as tribos as tendências populares.
França?
Sont si passés leurs tendances....
E continuamos:
'Vixe....'
Rapidez é essencial, ou você vira uma boba nas ruas.
E tudo é uma questão de informação em tempo urgente, e um vital acesso às tribos que fazem a moda.
Por exemplo: se você morar perto de Camden Town, ou Oxford Street, você tem acesso às principais tribos que fazem a moda das ruas, e por consequência, hoje influenciam as passarelas.
Mas, o atraso não tem desculpa.
Gera um abuso... Daqueles que se viram os olhos e se diz em alto bom tom: 'Vixe...'
Eu e outra amiga entramos em um site que se fala de modas, de moda, e dos que fazem a moda.
E em tom de novidade existia um texto que falava do 'etrol agal' (véu usado pelos homens árabes) usado como cachecol pelos garotos 'indies' ou pelas 'garotas-franjas' hoje em dia.
Notícia vinda da França.
E eu comigo mesma, e já falando para a interlocutora da conversa:
'Vixe....essa moda foi de outubro do ano passado.'
Ela:
'É mesmo, que atraso!'
O cachecol popular do momento é uma manta persa que lembra um tapete oriental, de tão rebuscado e de tecido encorpado. Coloridíssimo e rococó.
Tão popular que é vendido nas ruas à £5 cada um.
Pashmina, lenço com caveiras, 'etrol agal' ?
Não... Essas informações são muito velhas.
Hoje em dia uma dica certa para moda, é dar uma olhada nas cores em tendência em uma Vogue Italiana, dita a bíblia, e garimpar com as tribos as tendências populares.
França?
Sont si passés leurs tendances....
E continuamos:
'Vixe....'
Monday, 24 March 2008
A dor da separação
É inevitável.
No dia dos nossos casamentos achamos tudo um mar de rosas, não pensamos em fracasso, estamos positivas e acreditamos que, finalmente, estaremos em paz em um relacionamento.
Finalmente, achamos a tampa da nossa panela.
Eis que um dia, sem preparo, a decisão da separação chega, e ficamos sem saber o que fazer.
Homens e mulheres lidam com esse fato de maneiras diferentes, também. E a prova vem do que vejo do lado de cá, desta tela de computador.
Homens que decidem se separar fazem a bagagem mais rápido, coletam com eficácia as coisas mais importantes à curto prazo, como um carro ou os discos e livros preferidos.
Decidem com rapidez e saem com rapidez, como se não houvesse amanhã em suas vidas. Eles querem viver, não querem sofrer.
Não amargam tempo em choros, não se sentem mal pela tentativa frustrada.
Foi bom, mas passou.
Próxima- eles gritam! E, de preferência, que ela seja leve e fresca como uma brisa de verão, para apagar as memórias da última relação pesada que tiveram.
Mulheres que decidem se separar demoram a se decidir. Hesitam na hora da bagagem, e pensam se haverá alguma outra pessoa paciente o suficiente para lhe aturarem, ou lhe amarem.
Pesam, justamente, quem ficará com o quê por direito, não levam o carro, e os discos são secundários. O sofrimento está acima de tudo. Procuram a ajuda de um outro homem que carregue suas coisas com ela.
Mas antes disso tudo até podem deixar uma carta, depois de várias conversas frustradas.
Sentem-se mal em ter um homem no mundo a odiá-las. Querem que tudo esteja bem desde o fim imediato, para que se sintam sem culpa pelas infinitas tentativas.
Decidem, em inúmeras ocasiões que ficar sozinha por um tempo é a melhor pedida.
Os dois indivíduos sofrem.
Sofrem sim, porém, não acredito que com a mesma duração de sentimento.
O sofrimento masculino tende a ser objetivo e facilmente esgotável. Há que se mover o barco adiante.
O feminino tende a queimar em fogo brando, um modo de limpar-se por dentro fervendo as emoções, tal qual se ferve uma roupa usada em uma pele contaminada.
Há que se limpar bem, descontaminar-se.
No entanto, o mundo gira, existem muitas outras pessoas nesse mundo, de nacionalidades, costumes, cores diferentes.
E a tampa da sua panela pode nem ser de aço, porém, quem sabe, de madeira, ou ferro.
Ah, se todos pensassem assim...
A dor da separação é inevitável, porém tem que passar.
E é até bom que ela exista, pois um pouco da ingenuidade descabida nos relacionamentos se vai, e o próximo, sabe-se lá, será o melhor da sua vida inteira.
Ou pelo menos, o melhor naquele momento.
O melhor naquele momento presente, e sem amanhã, mais uma vez.
No dia dos nossos casamentos achamos tudo um mar de rosas, não pensamos em fracasso, estamos positivas e acreditamos que, finalmente, estaremos em paz em um relacionamento.
Finalmente, achamos a tampa da nossa panela.
Eis que um dia, sem preparo, a decisão da separação chega, e ficamos sem saber o que fazer.
Homens e mulheres lidam com esse fato de maneiras diferentes, também. E a prova vem do que vejo do lado de cá, desta tela de computador.
Homens que decidem se separar fazem a bagagem mais rápido, coletam com eficácia as coisas mais importantes à curto prazo, como um carro ou os discos e livros preferidos.
Decidem com rapidez e saem com rapidez, como se não houvesse amanhã em suas vidas. Eles querem viver, não querem sofrer.
Não amargam tempo em choros, não se sentem mal pela tentativa frustrada.
Foi bom, mas passou.
Próxima- eles gritam! E, de preferência, que ela seja leve e fresca como uma brisa de verão, para apagar as memórias da última relação pesada que tiveram.
Mulheres que decidem se separar demoram a se decidir. Hesitam na hora da bagagem, e pensam se haverá alguma outra pessoa paciente o suficiente para lhe aturarem, ou lhe amarem.
Pesam, justamente, quem ficará com o quê por direito, não levam o carro, e os discos são secundários. O sofrimento está acima de tudo. Procuram a ajuda de um outro homem que carregue suas coisas com ela.
Mas antes disso tudo até podem deixar uma carta, depois de várias conversas frustradas.
Sentem-se mal em ter um homem no mundo a odiá-las. Querem que tudo esteja bem desde o fim imediato, para que se sintam sem culpa pelas infinitas tentativas.
Decidem, em inúmeras ocasiões que ficar sozinha por um tempo é a melhor pedida.
Os dois indivíduos sofrem.
Sofrem sim, porém, não acredito que com a mesma duração de sentimento.
O sofrimento masculino tende a ser objetivo e facilmente esgotável. Há que se mover o barco adiante.
O feminino tende a queimar em fogo brando, um modo de limpar-se por dentro fervendo as emoções, tal qual se ferve uma roupa usada em uma pele contaminada.
Há que se limpar bem, descontaminar-se.
No entanto, o mundo gira, existem muitas outras pessoas nesse mundo, de nacionalidades, costumes, cores diferentes.
E a tampa da sua panela pode nem ser de aço, porém, quem sabe, de madeira, ou ferro.
Ah, se todos pensassem assim...
A dor da separação é inevitável, porém tem que passar.
E é até bom que ela exista, pois um pouco da ingenuidade descabida nos relacionamentos se vai, e o próximo, sabe-se lá, será o melhor da sua vida inteira.
Ou pelo menos, o melhor naquele momento.
O melhor naquele momento presente, e sem amanhã, mais uma vez.
Tuesday, 18 March 2008
Deficiente emocional.
Triste!
É muito triste e irritante.
Horrível, de fato.
Sim, meus melhores amigos são os moleques, meninos ou homens, porquê eles abrem os meus olhos quando eu menos espero.
Sem papas na língua. 'A verdade é tal, Maria!'.
E é bom, muito bom, a vida sem firulas.
Porém, a tendência emocional desses amigos homens de hoje em dia é irritante.
Eu os caracterizo agora como 'deficientes emocionais'.
Como se tivessem perdido um pé, ou uma mão, ou um olho, ou parte do sistema neurológico.
Perderam, definitivamente, a emoção.
Ouvi, entre muitas palavras, a definição de muitos que hoje em dia resolvem ficar sozinhos porquê 'têm medo de sofrer'.
Hein?
Como assim??
Mas o sofrimento, o frio na barriga, o suor nas mãos, a ansiedade e todo esse movimento corporal é fundamental para que você se estabeleça como um ser vivo e humano.
Como eles podem não querer mais sentir isso?
'Por medo de sofrer!'
E aí eu me irrito.
Por que são todos jovens, prósperos, inteligentes, heterossexuais(!!!), alguns bonitos, outros lindos...
Porém, com medo de sofrer.
Para Plínio ou Ranulfo, nordestinos básicos a razão é simples:
'É tudo fresco, uma tropa de veados!'
No entanto, o mundo moderno anda assim mesmo.
Italiano, inglês, espanhol ou francês... muitos na sociedade moderna européia hoje tem um medo absurdo da emoção.
De serem dominados por uma mulher, de serem ludibriados, de serem enganados, de serem traídos emocionalmente.
Imaginam a mulher ideal, o relacionamento perfeito, e quando não acham se desiludem.
Eu pensei nisso a semana inteira, e ainda não acredito que ouço de tantos que eles 'têm medo de sofrer'.
É um dos pensamentos mais tristes que me chegam aos ouvidos hoje em dia.
Jovens medrosos..
Com medo de sofrer!
Sinceramente....
É muito triste e irritante.
Horrível, de fato.
Sim, meus melhores amigos são os moleques, meninos ou homens, porquê eles abrem os meus olhos quando eu menos espero.
Sem papas na língua. 'A verdade é tal, Maria!'.
E é bom, muito bom, a vida sem firulas.
Porém, a tendência emocional desses amigos homens de hoje em dia é irritante.
Eu os caracterizo agora como 'deficientes emocionais'.
Como se tivessem perdido um pé, ou uma mão, ou um olho, ou parte do sistema neurológico.
Perderam, definitivamente, a emoção.
Ouvi, entre muitas palavras, a definição de muitos que hoje em dia resolvem ficar sozinhos porquê 'têm medo de sofrer'.
Hein?
Como assim??
Mas o sofrimento, o frio na barriga, o suor nas mãos, a ansiedade e todo esse movimento corporal é fundamental para que você se estabeleça como um ser vivo e humano.
Como eles podem não querer mais sentir isso?
'Por medo de sofrer!'
E aí eu me irrito.
Por que são todos jovens, prósperos, inteligentes, heterossexuais(!!!), alguns bonitos, outros lindos...
Porém, com medo de sofrer.
Para Plínio ou Ranulfo, nordestinos básicos a razão é simples:
'É tudo fresco, uma tropa de veados!'
No entanto, o mundo moderno anda assim mesmo.
Italiano, inglês, espanhol ou francês... muitos na sociedade moderna européia hoje tem um medo absurdo da emoção.
De serem dominados por uma mulher, de serem ludibriados, de serem enganados, de serem traídos emocionalmente.
Imaginam a mulher ideal, o relacionamento perfeito, e quando não acham se desiludem.
Eu pensei nisso a semana inteira, e ainda não acredito que ouço de tantos que eles 'têm medo de sofrer'.
É um dos pensamentos mais tristes que me chegam aos ouvidos hoje em dia.
Jovens medrosos..
Com medo de sofrer!
Sinceramente....
Tuesday, 11 March 2008
Cadê o homem tesão-sem-hesitação?
Foi na quinta-feira passada.
Eu chamei uma para uma cerveja depois de um dia estressante, de perda de vendas, e de uma raiva imensa pela falta de toque. Porra, ninguém se toca nesse país, e eu vivo pedindo desculpas...
Ah....
Anunciei em tom alto pelo telefone:
'Hoje é dia de beber, ou eu mato um!'
E a inglesa soltou:
'That sounds reasonable... We've got to invite P out, as well... I owe him a drink!'
Eu:
'Tá valendo! ChamaÊ! 6 horas em ponto!'
E lá estávamos, eu, fulana e P.
P. perdeu o emprego recentemente, o que significava que a conta ia ser cara para nós, mas ele diz umas coisas maravilhosas.
E se não dissesse seria convidado de qualquer maneira, porquê precisávamos de um homem na roda.
Um balanço natural na conversa.
Conversa vai, conversa vem... Fulana soltou:
'Eu curto beltrano! Ele é meu tipo! Ele me mandou uma mensagem no Facebook!'
E P. olhou e disse:
'Beltrano ? Não daria certo... Vocês são muito teimosos e dogmáticos! Iam bater de frente. Você precisa de um homem!'
Eu olhei.... e perguntei: 'E não pode tentar, não? Brincar um pouquinho...'
E P. soltou: 'He's mine, you bitch!'
E eu: 'Foi mal, eu não sabia que rolava algo entre os dois!'
Ele: 'Eu tô brincando, Maria! Mas eu o conheço bem, e ele é imaturo para ela.'
Eu: 'Ele podia calar a boca e agir. Perder aquela lapa de homem, é um desperdício...'
Fulana: 'Bem, mas aí tá o problema. Ele mandou a mensagem, e eu respondi no mesmo dia! Já fazem 3 dias e sem resposta...'
Eu disse: 'Então, deixa para lá! Ele não é um homem tesão-sem-hesitação! Muito trabalho, muita demora. Homem preguiçoso. Começa assim, e vai terminar assim. Ele é imaturo, mesmo!'
Todos riram.
Riram, mas eu re-afirmo: amiga, o homem hesitou? FUJA!
Tanta coisa ja é complicada nessa vida....
Bom é homem que diz: 'Bora, eu vou!'
Na hora!
Eu chamei uma para uma cerveja depois de um dia estressante, de perda de vendas, e de uma raiva imensa pela falta de toque. Porra, ninguém se toca nesse país, e eu vivo pedindo desculpas...
Ah....
Anunciei em tom alto pelo telefone:
'Hoje é dia de beber, ou eu mato um!'
E a inglesa soltou:
'That sounds reasonable... We've got to invite P out, as well... I owe him a drink!'
Eu:
'Tá valendo! ChamaÊ! 6 horas em ponto!'
E lá estávamos, eu, fulana e P.
P. perdeu o emprego recentemente, o que significava que a conta ia ser cara para nós, mas ele diz umas coisas maravilhosas.
E se não dissesse seria convidado de qualquer maneira, porquê precisávamos de um homem na roda.
Um balanço natural na conversa.
Conversa vai, conversa vem... Fulana soltou:
'Eu curto beltrano! Ele é meu tipo! Ele me mandou uma mensagem no Facebook!'
E P. olhou e disse:
'Beltrano ? Não daria certo... Vocês são muito teimosos e dogmáticos! Iam bater de frente. Você precisa de um homem!'
Eu olhei.... e perguntei: 'E não pode tentar, não? Brincar um pouquinho...'
E P. soltou: 'He's mine, you bitch!'
E eu: 'Foi mal, eu não sabia que rolava algo entre os dois!'
Ele: 'Eu tô brincando, Maria! Mas eu o conheço bem, e ele é imaturo para ela.'
Eu: 'Ele podia calar a boca e agir. Perder aquela lapa de homem, é um desperdício...'
Fulana: 'Bem, mas aí tá o problema. Ele mandou a mensagem, e eu respondi no mesmo dia! Já fazem 3 dias e sem resposta...'
Eu disse: 'Então, deixa para lá! Ele não é um homem tesão-sem-hesitação! Muito trabalho, muita demora. Homem preguiçoso. Começa assim, e vai terminar assim. Ele é imaturo, mesmo!'
Todos riram.
Riram, mas eu re-afirmo: amiga, o homem hesitou? FUJA!
Tanta coisa ja é complicada nessa vida....
Bom é homem que diz: 'Bora, eu vou!'
Na hora!
Puro elogio!
'Tatuagem é uma coisa pessoal!'
Será que é mesmo?
E imitar a tatuagem de alguém? Será que é tão ruim assim?
Esse assunto me chegou quando uma amiga falou que queria uma opinião sobre o lugar onde pôr sua inscrição de fé....
Eu disse aonde e ela soltou:
'Mas aí seria a mesma frase e no mesmo lugar que fulana tatuou...'
Eu: 'Ah, imita! Ela nem vai ver! E quando vir, já tá feito.'
Foi isso que Carmem fez comigo.
Um dia me apareceu com uma estrela vazada no ombro....
No mesmo ombro que eu!
A mesmíssima tatuagem!
E eu na época dei piti... era demais ouvir do povão:
'É igual à de Carmem!'
Mas, o ano passado quando fui visitá-la, eu disse:
'É linda, mesmo, essa tatuagem!'
E ela respondeu:
'Besteira, que não é igual à tua, não?'
E eu disse:
'Eita, é mesmo..'
E brindamos!
No final das contas, nega, imitação é puro elogio!
Será que é mesmo?
E imitar a tatuagem de alguém? Será que é tão ruim assim?
Esse assunto me chegou quando uma amiga falou que queria uma opinião sobre o lugar onde pôr sua inscrição de fé....
Eu disse aonde e ela soltou:
'Mas aí seria a mesma frase e no mesmo lugar que fulana tatuou...'
Eu: 'Ah, imita! Ela nem vai ver! E quando vir, já tá feito.'
Foi isso que Carmem fez comigo.
Um dia me apareceu com uma estrela vazada no ombro....
No mesmo ombro que eu!
A mesmíssima tatuagem!
E eu na época dei piti... era demais ouvir do povão:
'É igual à de Carmem!'
Mas, o ano passado quando fui visitá-la, eu disse:
'É linda, mesmo, essa tatuagem!'
E ela respondeu:
'Besteira, que não é igual à tua, não?'
E eu disse:
'Eita, é mesmo..'
E brindamos!
No final das contas, nega, imitação é puro elogio!
Friday, 7 March 2008
O abrir da porta!
Sábado!
Doce sábado....
Sagrado é: acordar tarde, não fazer nada, não trabalhar dobrado, ler o que eu quiser, dar uma andada longa sozinha, comer algo gostoso e assistir um filme!
Na maioria da maioria dos sábados, é a mesma rotina.
E eu adoro!
Quem me telefona no sábado, receberá um agradecimento da lembrança via secretária eletrônica, e se o recado for tentador eu vou ligar de volta.
Do contrário, não há contato com o mundo externo. O sábado e o final de semana serão somente meus.
Mas, eu fiz besteira, e meio sonolenta, às 10h35 da manhã, passei pelo telefone que tocava e o atendi:
'Maria Hilda, minha filha, que voz é essa? Dormindo, de novo? Ai, mulher, acorda... Sabia que dormir envelhece? Uma médica em NY acabou de me dizer isso. Dormir muito envelhece mais rápido...'
E pensei no por quê de ter atendido àquele telefonema....
Foi um erro fatal.
O outro lado da linha continuava:
'Hoje vou aí e vamos ao cinema, vamos ver algo positivo! Sem filmes de terror, ou tristeza, ou drama... algo leve!'
Porquê a vida é bela....
Mais um pouco:
'Chego aí à tarde e fazemos algo..'
E então, ela chegou mesmo!
Falou da última ida ao Tate Modern e de como foi divertido. Nesta visita, o seu filho de 5 anos perguntou ao amigo de passeio se podia tocar as esculturas, e o amigo brasileiro concordou, deixando o menino 'pintar e bordar'.
Eis que chega um curador da exposição e pede que não façam isso, porém o amigo retaliou que era artista e acreditava em arte livre, não podendo assim se contradizer à criança e lhe dizer não.
Resultado: foram seguidos durante todo o percurso por um guarda, para que a baderna não fosse repetida.
E eu escutando estupefata....
Depois, deu uma ordem, quando a fome bateu e eu comuniquei que não iria ao cinema:
'Vamos cozinhar, então!'
Eu: 'Sinto muito, porém não fiz compras. Aqui não tem criança e ninguém para alimentar, então é comum ter a geladeira vazia!'
Ela me olhou quase com nojo, pela minha falta de educação doméstica.
Enfim, saiu da minha casa às 9 da noite, e eu, finalmente, respirei pensando que tinha perdido o meu precioso sábado.
E de quem foi a culpa?
Apenas minha por ter aberto a porta e atendido àquele metido telefonema.
Doce sábado....
Sagrado é: acordar tarde, não fazer nada, não trabalhar dobrado, ler o que eu quiser, dar uma andada longa sozinha, comer algo gostoso e assistir um filme!
Na maioria da maioria dos sábados, é a mesma rotina.
E eu adoro!
Quem me telefona no sábado, receberá um agradecimento da lembrança via secretária eletrônica, e se o recado for tentador eu vou ligar de volta.
Do contrário, não há contato com o mundo externo. O sábado e o final de semana serão somente meus.
Mas, eu fiz besteira, e meio sonolenta, às 10h35 da manhã, passei pelo telefone que tocava e o atendi:
'Maria Hilda, minha filha, que voz é essa? Dormindo, de novo? Ai, mulher, acorda... Sabia que dormir envelhece? Uma médica em NY acabou de me dizer isso. Dormir muito envelhece mais rápido...'
E pensei no por quê de ter atendido àquele telefonema....
Foi um erro fatal.
O outro lado da linha continuava:
'Hoje vou aí e vamos ao cinema, vamos ver algo positivo! Sem filmes de terror, ou tristeza, ou drama... algo leve!'
Porquê a vida é bela....
Mais um pouco:
'Chego aí à tarde e fazemos algo..'
E então, ela chegou mesmo!
Falou da última ida ao Tate Modern e de como foi divertido. Nesta visita, o seu filho de 5 anos perguntou ao amigo de passeio se podia tocar as esculturas, e o amigo brasileiro concordou, deixando o menino 'pintar e bordar'.
Eis que chega um curador da exposição e pede que não façam isso, porém o amigo retaliou que era artista e acreditava em arte livre, não podendo assim se contradizer à criança e lhe dizer não.
Resultado: foram seguidos durante todo o percurso por um guarda, para que a baderna não fosse repetida.
E eu escutando estupefata....
Depois, deu uma ordem, quando a fome bateu e eu comuniquei que não iria ao cinema:
'Vamos cozinhar, então!'
Eu: 'Sinto muito, porém não fiz compras. Aqui não tem criança e ninguém para alimentar, então é comum ter a geladeira vazia!'
Ela me olhou quase com nojo, pela minha falta de educação doméstica.
Enfim, saiu da minha casa às 9 da noite, e eu, finalmente, respirei pensando que tinha perdido o meu precioso sábado.
E de quem foi a culpa?
Apenas minha por ter aberto a porta e atendido àquele metido telefonema.
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