Devo dizer que desde que saturno entrou no meu signo, passou dois anos por lá, e saiu neste setembro, eu nunca pensei tanto em dinheiro.
Transforma-se em uma obsessão.
São contas e mais contas, cadernetas, três contas de poupança (cada uma com um propósito), uma conta corrente e dois cartões de crédito que fazem você suar nos números.
Virei a rainha do Excel!
Planilhas e planilhas....
Plano, ação, e muito lentamente, terei, quem sabe, uma futura execução desses projetos.
Eu digo, porém que não há prazer algum nesta busca desvairada pela solidez financeira.
A idéia principal é sobreviver sem a ajuda de pai, mãe ou marido, com alguma dignidade e, talvez com sorte, algum conforto. Do jeito que você quer.
Estou fazendo jus ao que minha mãe me dizia quando eu era adolescente:
'Você vai ter que trabalhar muito para sustentar os seus luxos!'
E assim, é!
No momento, vejo que meus rendimentos andam surtindo pouco efeito.
Pensei na bolsa de valores.
Chegou a hora de arriscar.
Por quê sem risco, não há lucro grande.
Mas, uma reserva para o risco é essencial, e isso ainda eu não tenho.
Então, fiz uma nova conta com um banco online e 'verde': www.smile.co.uk.
Os interesses pagos aos correntistas são maiores.
Um plano de pensão também está nos planos.
Mas, teria que me associar ao que o meu trabalho tem convênio, pois assim eles dobram a quantia que eu invisto e meus impostos seriam reduzidos por contribuição ao Governo. Estou investigando.
Também, penso em uma segunda fonte de renda, pois os shows andam escassos.
E eu nem tenho mais tanto prazer em cantar 'covers'. É um martírio.
Direitos autorais seriam legais, agora.
Com todas essas preocupações, ainda ligo para saber sobre o plano de previdência no Brasil e o quanto rendeu a cada mês. Se a conta por lá anda valendo a pena.
O Brasil é um mercado em emergência, já dizia o jornal 'The Independent' a semana passada.
Uma loucura esses números na cabeça.
E o pior: quanto mais se tem, mais se quer.
É uma escala crescente que tem que ser mantida.
Os 30 anos se aproximam, e penso que deveria ganhar um salário condizente com a minha experiência. Então, voltei à Universidade o mês passado para um curso de gerência.
Quero subir um nível e me ver mais livre.
Suando menos.
Se isso um dia isso for possível.
E no meio desse esforço todo, o dinheiro parece que chama mais dinheiro.
E um homem rico aparece.
Oh... stop!
Ele sonda sobre o que você gosta, e te oferece uma passagem de ida e volta toda paga para o Rio de Janeiro.
Hein????
Surreal!!!
Uma proposta indecente.
E, então, eu recusei a oferta.
Esmola demais, mendigo desconfia?
Ou: mulher independente não aceita favor?
Qualquer um dos dois ditados serviu nessa hora para a decisão.
Deixem-me com minhas planilhas e números. Quem sabe um dia quem oferecerá a passagem serei eu?
Só sei que nunca me senti tão numerada e adulta.
Tuesday, 23 October 2007
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