tanta gente grávida, falando em parir, em gerar, em amar o próprio sangue, em ser família legítima, em super popular o mundo 'de gente boa' ao meu redor e ao meu alcance auditivo e visual, que eu ensaiei a corriqueira irritação.
mas, ouvi uma fantástica, disparada por uma muito mais sagaz do que eu:
'Maria, agora todas vão parir o Messias!'
tirei o chapéu.
voltamos àquela história do mais inteligente, mais bonito, mais descolado, mais legal, mais ecológico, mais criativo que o meu filho é, e que maravilhosa que a minha, somente e para somente a minha família é.
estarei na cadeira confortável assistindo à competição e quero ver o discurso de defesa de cada mãe dos candidatos ao próximo Messias.
só não vou votar!
me recuso.
todo mundo é i-gual.
Sunday, 30 August 2009
a pegadora
minha fama me precede.... e não me ofende mais.
eis, quem sou:
'cachorrona', ' pegadora', 'cheia dos homens', 'aí, é quicou, chutou!', 'rock n' roll', 'safada', 'lisa', 'fugidia', 'muito louca'.
o que eu vou fazer para mudar isso?
nada!
resolvi que essa fama me servirá intensamente como filtro de homens idiotas, conservadores ou inflexíveis.
existe um homem legal, aberto e com olhos de raio-x humano por aí, ainda nesse mundo, não em outro qualquer.
eu acredito piamente nisso.
um dia, eu esbarro e ainda me permito gostar dele.
eis, quem sou:
'cachorrona', ' pegadora', 'cheia dos homens', 'aí, é quicou, chutou!', 'rock n' roll', 'safada', 'lisa', 'fugidia', 'muito louca'.
o que eu vou fazer para mudar isso?
nada!
resolvi que essa fama me servirá intensamente como filtro de homens idiotas, conservadores ou inflexíveis.
existe um homem legal, aberto e com olhos de raio-x humano por aí, ainda nesse mundo, não em outro qualquer.
eu acredito piamente nisso.
um dia, eu esbarro e ainda me permito gostar dele.
saudade da briga
hoje, a saudade não foi de ter um jantar romântico, de um cinema às 5h da tarde, de um carinho na cabeça, de um almoço junto entre expedientes de trabalho, do reencontro após uma viagem...
a saudade foi de ter aquela briga homérica, quebrar aquele cacete incrível no qual toda a verdade é dita, não há hipocrisia, os olhares são crus para dizer tudo que está entalado, e aí passar dois dias na tora, sem se falar e com o medo de perder por que falou demais e ouviu o que nem sabia que existia......................... o medo de perder que regenera a insoça rotina, recheado de uma verdade outrora inexistente. agora, você sabe o que ele pensa. não mais somente imagina.
somente para notar que quando aquela pessoa volta e passa por perto de novo, ela diz 'oi' e se encanta! vira pó de diamante! o mais precioso, gostoso, desejado, sentido falta do mundo inteiro e você aceita qualquer verdade. contanto que ele volte junto com aquela roupa suja, agora brilhante e recém-lavada. pronto para ser re-usado.
(suspiro)
a saudade foi de ter aquela briga homérica, quebrar aquele cacete incrível no qual toda a verdade é dita, não há hipocrisia, os olhares são crus para dizer tudo que está entalado, e aí passar dois dias na tora, sem se falar e com o medo de perder por que falou demais e ouviu o que nem sabia que existia......................... o medo de perder que regenera a insoça rotina, recheado de uma verdade outrora inexistente. agora, você sabe o que ele pensa. não mais somente imagina.
somente para notar que quando aquela pessoa volta e passa por perto de novo, ela diz 'oi' e se encanta! vira pó de diamante! o mais precioso, gostoso, desejado, sentido falta do mundo inteiro e você aceita qualquer verdade. contanto que ele volte junto com aquela roupa suja, agora brilhante e recém-lavada. pronto para ser re-usado.
(suspiro)
adoção
após vários dias de pesquisa, noção clara de que não tenho fantasias de lactação e barriga crescente, certeza de que amaria o de outro como se fosse meu, cheguei à conclusão de que minhas chances de adotar uma criança brasileira são infímas por que:
- não sou parte de um casal, que apesar de não obrigatório tem a preferência,
- não tenho contracheque ou fonte de renda a ser provado no Brasil,
- não poderia apelar para a nacionalidade inglesa, já que pais brasileiros têm preferência,
- não conheço duas pessoas que assinariam um atestado de idoneidade,
- não tenho casa fixa em nenhum lugar do mundo....
apesar de ter muito a dizer sobre o mundo a uma criança que precise de uma chance.
teria que me enquadrar no modelo social conservador de uma mãe. só que sendo solteira, eu iria ter que me redobrar de cuidados para o juiz da vara me dar um resultado favorável.
sim, é muito mais fácil super popular.
mas, quando eu me organizar um pouco mais, eu chego lá.
- não sou parte de um casal, que apesar de não obrigatório tem a preferência,
- não tenho contracheque ou fonte de renda a ser provado no Brasil,
- não poderia apelar para a nacionalidade inglesa, já que pais brasileiros têm preferência,
- não conheço duas pessoas que assinariam um atestado de idoneidade,
- não tenho casa fixa em nenhum lugar do mundo....
apesar de ter muito a dizer sobre o mundo a uma criança que precise de uma chance.
teria que me enquadrar no modelo social conservador de uma mãe. só que sendo solteira, eu iria ter que me redobrar de cuidados para o juiz da vara me dar um resultado favorável.
sim, é muito mais fácil super popular.
mas, quando eu me organizar um pouco mais, eu chego lá.
Wednesday, 19 August 2009
Wednesday, 12 August 2009
nostalgia irritante
ay, que me aburro!
como é irritante!
é um dia perdido... a nostalgia irrita profundamente, é demasiado, mí amor!
é pensar: o que fiz pelo meu futuro hoje e em que adiantei o pendente?
em porra nenhuma!
só pensei em passado....
nostalgia irritante!
vôte!
como é irritante!
é um dia perdido... a nostalgia irrita profundamente, é demasiado, mí amor!
é pensar: o que fiz pelo meu futuro hoje e em que adiantei o pendente?
em porra nenhuma!
só pensei em passado....
nostalgia irritante!
vôte!
nada....
como uma nova boca para limpar a saliva inesquecível de uma velha vala de emoção!
quero enxugar esse chão de saliva, e vou passar o meu rodo!
quero enxugar esse chão de saliva, e vou passar o meu rodo!
Tuesday, 11 August 2009
así es...
'tu bondade ya fue probada. disfruta de tu viaje y intenta quedarte siempre con lo bueno, lo malo aunque que lo sufras no debes cultivarlo. un beso. ciao.'
Wednesday, 5 August 2009
Obrigada!
à:
Vanessa
Gilvandro
Àlvaro
Isidro
e Deri.
vocês são um mar de impulso à minha medrosa auto-estima de artista!
com vocês, eu não preciso mais de fraldas....
amor burbulhante, eu sinto muito agora e sempre!
sintam isso junto comigo!
Vanessa
Gilvandro
Àlvaro
Isidro
e Deri.
vocês são um mar de impulso à minha medrosa auto-estima de artista!
com vocês, eu não preciso mais de fraldas....
amor burbulhante, eu sinto muito agora e sempre!
sintam isso junto comigo!
sem amizade
ele se justificou, disse que não queria ser um amigo, pediu para entender o silêncio, 'o que é que se vai dizer, né?', relacionou amizade entre homem e mulher como única apenas entre um cabeleireiro e sua cliente - nada mais, disse que se sentia usado, que 'agora as coisas andam muito frias por aí afora. é só sexo!', disse que já que era assim, assim seria, mesmo assim não quis amizade, confidenciou que se sentia sozinho, queria alguém para crescer junto, impulsionar algo, ir para frente junto com ele, não explicou se ele planejava dar o mesmo suporte à esta futura 'mulher-guerreira' dele, disse que queria ir junto com alguém, que estava triste consigo mesmo, que esse alguém talvez não existe, porquê ele se amava muito, assim como todo mundo que é individualista e se ama muito, como eu, como você, falou que pode ser muito mal quando ele quer, que pode ser perverso, e não queria amizade, falou que estava de saco cheio daquelas mesmas festinhas, daquela vida mais ou menos, que queria ir embora, que iria passar por aqui por perto em um mês e meio, reclamou do frio, disse um 'eu vou sair e não volto mais', disse um 'eu te procuro. mas eu não quero ser seu amigo!'.
...silêncio esquartejante....
...silêncio esquartejante....
Tuesday, 4 August 2009
'você perdeu o sábado!... wow!'
'o que foi?'
'porra, a gente te ligou tanto. não atendeu o telefone!? que merda...'
'não... eu tava sem paciência! não ia ser legal se tivesse atendido! tem horas que é melhor deixar Maria quieta!'
'você e suas paciências... você perdeu! perdeu!'
'o quê eu perdi?'
'tomamos todas! foi pior do que a outra noite...'
'quem foi?'
'eu, Mark, Sam, Matt! foi uma loucura...'
'loucura? vocês bêbados? já vi muito isso. é triste, não louco! uma tristeza!'
'a loucura foi que dessa vez você perdeu os beijos! tinha muita gente... eu beijei 5 gatinhas! you! come here... now, you! you!'
'arrasou, gato! filthy bitch!'
'olha aí! você ia à forra, também!'
'porra nenhuma! com a barreira que vocês 4 fazem, não chega um homem junto!'
'mas, você é nossa irmã, Maria! a gente mata quem chegar junto...'
'e vocês comendo todas? eu de voyeur! pau no cú! quero não...'
'mas aquela meninas tavam fáceis, Maria! você é outra coisa: stunning! special!'
'whatever! bye!'
'bye!'
é isso: ser irmã dá mais ibope!
sinceramente......
a irmã vai ter que começar a fugir de casa. logo!
'porra, a gente te ligou tanto. não atendeu o telefone!? que merda...'
'não... eu tava sem paciência! não ia ser legal se tivesse atendido! tem horas que é melhor deixar Maria quieta!'
'você e suas paciências... você perdeu! perdeu!'
'o quê eu perdi?'
'tomamos todas! foi pior do que a outra noite...'
'quem foi?'
'eu, Mark, Sam, Matt! foi uma loucura...'
'loucura? vocês bêbados? já vi muito isso. é triste, não louco! uma tristeza!'
'a loucura foi que dessa vez você perdeu os beijos! tinha muita gente... eu beijei 5 gatinhas! you! come here... now, you! you!'
'arrasou, gato! filthy bitch!'
'olha aí! você ia à forra, também!'
'porra nenhuma! com a barreira que vocês 4 fazem, não chega um homem junto!'
'mas, você é nossa irmã, Maria! a gente mata quem chegar junto...'
'e vocês comendo todas? eu de voyeur! pau no cú! quero não...'
'mas aquela meninas tavam fáceis, Maria! você é outra coisa: stunning! special!'
'whatever! bye!'
'bye!'
é isso: ser irmã dá mais ibope!
sinceramente......
a irmã vai ter que começar a fugir de casa. logo!
a concorrência
ela ligou às 22h52, falou baixo e devagar, disse que tinha algo importante a dizer, começou diretamente:
'não quero ser indiscreta. é só uma curiosidade!'
'sei... fala!'
'você é amiga dele, eu sei. você o tem visto por aí?'
'às vezes, rapidamente, porquê?'
'ele me mandou uma carta! disse que nunca esqueceu a ex! porra...depois de 4 anos comigo, não esqueceu a ex?! eu num fui merda, né?! tenho uma pergunta: ele voltou para ela, você sabe?'
'você acha que ele me diria isso?'
'não sei. mas, sim, eu acho que ele te diria!'
'não, ele não me disse! eu não sei...'
'procurei por esta mulher em todo lugar... ela tem algo que eu ainda não tenho: sucesso!'
'.....'
e agora?
como você se recupera de uma mulher que tem mais sucesso que você?
que tem mais auto-estima que você?
que se vira melhor em questões cotidianas que você?
que arranja mais soluções que você?
que tem mais opções que você?
como lidar com a concorrência?
diz a regra da venda que da concorrência nunca se pode falar mal. nunca. quem se queima é você! não fale mal da concorrência.
uns acham que a melhor solução é instalar um medo no consumidor: 'tem certeza de que é a melhor opção? às vezes, não é tão lucrativo, se você quiser atingir tal objetivo. não é compatível com o seu desejo'.
outros acham que a ofensiva deve ser a melhor solução. você vende seu FAB - feature, advantage, benefit- ofensivamente! sem pudor! e esquece a concorrência: 'eu posso fazer isso, eu sei isso, eu fiz aquilo, eu sou tal, eu vim de tal caminho, eu quero isso, eu posso isso, e VOCÊ, consequentemente, sai ganhando COMIGO!'
mas, solução mesmo, não há!
a solução é de quem vai fazer a compra, linda. sempre!
e não há tempo a se perder, quando não se pode ganhar. parte-se para a próxima venda e aí quem sabe você ganha. é bom saber reconhecer uma perda. é sábio.
e se tudo fosse assim tão fácil, eu não teria ficado em silêncio.
eu me recuso a tomar partido em casal, ou triângulo amoroso.
as they always do kill the messenger.
'não quero ser indiscreta. é só uma curiosidade!'
'sei... fala!'
'você é amiga dele, eu sei. você o tem visto por aí?'
'às vezes, rapidamente, porquê?'
'ele me mandou uma carta! disse que nunca esqueceu a ex! porra...depois de 4 anos comigo, não esqueceu a ex?! eu num fui merda, né?! tenho uma pergunta: ele voltou para ela, você sabe?'
'você acha que ele me diria isso?'
'não sei. mas, sim, eu acho que ele te diria!'
'não, ele não me disse! eu não sei...'
'procurei por esta mulher em todo lugar... ela tem algo que eu ainda não tenho: sucesso!'
'.....'
e agora?
como você se recupera de uma mulher que tem mais sucesso que você?
que tem mais auto-estima que você?
que se vira melhor em questões cotidianas que você?
que arranja mais soluções que você?
que tem mais opções que você?
como lidar com a concorrência?
diz a regra da venda que da concorrência nunca se pode falar mal. nunca. quem se queima é você! não fale mal da concorrência.
uns acham que a melhor solução é instalar um medo no consumidor: 'tem certeza de que é a melhor opção? às vezes, não é tão lucrativo, se você quiser atingir tal objetivo. não é compatível com o seu desejo'.
outros acham que a ofensiva deve ser a melhor solução. você vende seu FAB - feature, advantage, benefit- ofensivamente! sem pudor! e esquece a concorrência: 'eu posso fazer isso, eu sei isso, eu fiz aquilo, eu sou tal, eu vim de tal caminho, eu quero isso, eu posso isso, e VOCÊ, consequentemente, sai ganhando COMIGO!'
mas, solução mesmo, não há!
a solução é de quem vai fazer a compra, linda. sempre!
e não há tempo a se perder, quando não se pode ganhar. parte-se para a próxima venda e aí quem sabe você ganha. é bom saber reconhecer uma perda. é sábio.
e se tudo fosse assim tão fácil, eu não teria ficado em silêncio.
eu me recuso a tomar partido em casal, ou triângulo amoroso.
as they always do kill the messenger.
Subscribe to:
Posts (Atom)

