Todos os dias pela manhã, Plínio me cumprimenta:
'Bom dia, senhorita!'
Plínio trabalha no mesmo prédio que eu, odeia tomar café, porém faz o melhor café do mundo na máquina de expresso da cantina.
Plínio, que é da Bahia, trabalha com Ranulfo, de Recife, Índio, da República Dominicana, e Anna da Sérvia. Todos revesando postos na mesma cantina.
Ranulfo, de Jardim Atlântico, como eu é sisudo. E só diz bom dia.
Mas Plínio, é baianíssimo.
E o café dele é o melhor.
Mas ele anda triste nesse inverno.
P: 'Vou-me embora dessa porra. Tropa de veados! Tô aperriado, já...'
EU: 'Nossa, hoje tá seríssimo o drama, hein? Qual o motivo de tanto aperreio?'
P: 'Vou falar não, senão, você vai sorrir de mim!', e já riu antes de mim.
EU: 'Hoje eu tô de mau-humor, juro que não sorrio!'
P: 'Eu cansei... quero construir uma família! Não tem namoro que dê certo nesse país!'
EU: 'Afe, tinha que ser amor o tema, né? Só pensa em amor.'
P: 'Eu tenho 34 anos, tá na hora de eu casar, ter um menininho... Proposta não falta. Tive umas aí... Mas todas são de inglesas. Com inglesa eu não quero. São dominadoras, abusadoras.'
EU: 'Pois é, mulher aqui tem o mesmo poder! Por isso que eu estou aqui!'
P: 'Só tem uma coisa boa: elas resolvem tudo em um segundo! Mas são muito mandonas. Abusadoras. Tá com uma porra... quero isso mais não. Acabei um namoro agora, mas foi com uma neo-zelandesa. Fui na casa dela, e todo mundo se drogando, se botando droga... Ah, pra porra... Nunca mais entro naquela casa. Acabei o namoro na hora.'
Eu ri....
P: 'Mas a mulher que mais amei foi uma chinesa que tinha nascido na Austrália. Ela era um coração, viu? Agora, quando eu vou achar uma mulher igual àquela? Nunca mais... Tks.'
EU: 'Plínio, esquece isso! Faz um café daquele e baixa teu fogo que tu não vai para canto nenhum. Semana que vem tu arranja uma espanhola romântica e vai casar!'
Ele riu.
P: 'A senhorita é 'doidcha'!'
EU: 'Sou louquíssima, gato!'
P: 'Olha para isso... quer casar comigo não?'
EU: 'Não, obrigada Plínio. Marido eu já tenho um em casa!'
Peguei o café, soltei um beijo e fui embora.
Plínio ficou lá, olhando a bunda da estudante koreana.
Ai, ai.
Tanto romantismo, acaba com o dia de uns.
Wednesday, 28 November 2007
Pensamento japonês
Hoje é o aniversário de Tristan.
Meus pais enviaram cartão e presente há um mês atrás.
A mãe dele enviou, como sempre, o cartão e o cheque de presente.
Enquanto por aqui, já passam das 11h e eu nem comprei um cartão.
Encomendei uma trilogia de vídeos de um comediante que ele adora.
Ri sozinho em frente à televisão por horas.
Eu o observo alucinada.
Ele deve ter a mesma sensação que eu tenho quando assisto e re-assisto meus 6 DvDs da série Sex and The City.
Satisfação e alegria.
Mas os correios ainda não entregaram a encomenda.
E terei que comprar um outro para 'fill the gap'.
Então, já na tensão desde ontem, resolvi ir almoçar e a japonesa vizinha de mesa perguntou se ela podia ir junto.
Pois é, as pessoas me pedem permissão para me seguir por medo do meu humor!
Ha-ha!
Eu: 'Claro, vamos!'
Simpática, eu estava ontem.
Então, ela começou com a curiosidade....
Eu digo e repito: você dá um dedo, já querem a mão.
Mas eu estava simpática, ontem.
E as perguntas vieram:
JP: 'Há quanto tempo vocês estão juntos?'
EU: 'Fizemos 6 anos juntos há dois meses atrás'.
JP: 'Quando eu era casada, eu lembro que era muito difícil dar um presente de aniversário ao meu marido. Os anos passavam e cada vez eu me importava menos, por quê ele já tinha tudo.'
EU: 'Exatamente, ele não dá chance. Ele quer, ele compra. Tem tudo!'
JP: 'Hihihihi... Eu tenho uma amiga que me diz o seguinte: após três anos de relacionamento, todos os homens são iguais. No entanto, se ele não te prejudica ou é uma pessoa fácil de lidar, é melhor ficar com o que já está, e não mudar. Você já tem 6 anos juntos com ele, deve saber isso. Se ele é uma boa pessoa, é melhor continuar com ele.'
EU: silêncio
Bem, ....
Eu não entendi como um presente de aniversário levou a esta conclusão.
Mas, eu entendo que ela tem um filho de 7 anos, trabalha 2 horas a mais que todos os outros, todos os dias, e tem uma vida dura.
Talvez, fosse um conselho dela para que eu mantivesse o meu relacionamento, enquanto ela busca um outro com dificuldade?
Talvez.
Minha hora do almoço será hoje em busca de um cartão e um presente para alguém que já tem tudo.
Meus pais enviaram cartão e presente há um mês atrás.
A mãe dele enviou, como sempre, o cartão e o cheque de presente.
Enquanto por aqui, já passam das 11h e eu nem comprei um cartão.
Encomendei uma trilogia de vídeos de um comediante que ele adora.
Ri sozinho em frente à televisão por horas.
Eu o observo alucinada.
Ele deve ter a mesma sensação que eu tenho quando assisto e re-assisto meus 6 DvDs da série Sex and The City.
Satisfação e alegria.
Mas os correios ainda não entregaram a encomenda.
E terei que comprar um outro para 'fill the gap'.
Então, já na tensão desde ontem, resolvi ir almoçar e a japonesa vizinha de mesa perguntou se ela podia ir junto.
Pois é, as pessoas me pedem permissão para me seguir por medo do meu humor!
Ha-ha!
Eu: 'Claro, vamos!'
Simpática, eu estava ontem.
Então, ela começou com a curiosidade....
Eu digo e repito: você dá um dedo, já querem a mão.
Mas eu estava simpática, ontem.
E as perguntas vieram:
JP: 'Há quanto tempo vocês estão juntos?'
EU: 'Fizemos 6 anos juntos há dois meses atrás'.
JP: 'Quando eu era casada, eu lembro que era muito difícil dar um presente de aniversário ao meu marido. Os anos passavam e cada vez eu me importava menos, por quê ele já tinha tudo.'
EU: 'Exatamente, ele não dá chance. Ele quer, ele compra. Tem tudo!'
JP: 'Hihihihi... Eu tenho uma amiga que me diz o seguinte: após três anos de relacionamento, todos os homens são iguais. No entanto, se ele não te prejudica ou é uma pessoa fácil de lidar, é melhor ficar com o que já está, e não mudar. Você já tem 6 anos juntos com ele, deve saber isso. Se ele é uma boa pessoa, é melhor continuar com ele.'
EU: silêncio
Bem, ....
Eu não entendi como um presente de aniversário levou a esta conclusão.
Mas, eu entendo que ela tem um filho de 7 anos, trabalha 2 horas a mais que todos os outros, todos os dias, e tem uma vida dura.
Talvez, fosse um conselho dela para que eu mantivesse o meu relacionamento, enquanto ela busca um outro com dificuldade?
Talvez.
Minha hora do almoço será hoje em busca de um cartão e um presente para alguém que já tem tudo.
Monday, 26 November 2007
Inglês acadêmico.
Minha professora da universidade gosta da minha presença em sala de aula.
Para ela, sou 'communicative and entertaining'.
Pois é.
Mas, quando chega na hora dos textos, ela me detona.
Para ela, minha idéias 'are good, but my English lets me down'.
Contudo, ela tentou me convencer a mudar do nível 1 de avaliação, para o nível 2 dentro do curso.
Ela, realmente, sabe muito pouco sobre a motivação de um aluno!
Ela não me encorajou. Ela me amedrontou.
Não mudei de nível de avaliação dentro do curso, e resolvi impressioná-la com um inglês digno de mérito.
Ando louca com 5 livros abertos para escrever um texto de 1500 palavras esta semana.
Trabalhar e estudar não é o mesmo de anos atrás.
É agora um jogo duríssimo.
Para ela, sou 'communicative and entertaining'.
Pois é.
Mas, quando chega na hora dos textos, ela me detona.
Para ela, minha idéias 'are good, but my English lets me down'.
Contudo, ela tentou me convencer a mudar do nível 1 de avaliação, para o nível 2 dentro do curso.
Ela, realmente, sabe muito pouco sobre a motivação de um aluno!
Ela não me encorajou. Ela me amedrontou.
Não mudei de nível de avaliação dentro do curso, e resolvi impressioná-la com um inglês digno de mérito.
Ando louca com 5 livros abertos para escrever um texto de 1500 palavras esta semana.
Trabalhar e estudar não é o mesmo de anos atrás.
É agora um jogo duríssimo.
Vestidos!
Olha....
Sinceramente......
Quem tem varizes, sofre!
De tanto ter as pernas pulsando no final da noite, resolvi guardar todas as minhas calças.
Só uso vestidos!
E como só tenho 5 vestidos, repito-os com frequência.
Mas, é incrível o encanto de uma mulher com um vestido.
Hoje, no trabalho: da mulher da cantina, passando pelos oito colegas de trabalho, até a chefe, o dia foi somente de elogios!
É isso!
Daqui para frente, somente saias, vestidos e botas!
Ou pelo menos, por um tempo!
Sinceramente......
Quem tem varizes, sofre!
De tanto ter as pernas pulsando no final da noite, resolvi guardar todas as minhas calças.
Só uso vestidos!
E como só tenho 5 vestidos, repito-os com frequência.
Mas, é incrível o encanto de uma mulher com um vestido.
Hoje, no trabalho: da mulher da cantina, passando pelos oito colegas de trabalho, até a chefe, o dia foi somente de elogios!
É isso!
Daqui para frente, somente saias, vestidos e botas!
Ou pelo menos, por um tempo!
'Eu conheço muito bem a Inglaterra'
É de praxe!
Ao falar com alguém que você é brasileira e mora na Inglaterra, você escuta de volta:
'Ah, eu conheço a Inglaterra muito bem. Eu morei lá por um ano (ou menos)'.
E eu até me dizia antes: 'Ótimo! Assim não tenho que me explicar muito!'
Mas, brasileiro é um bicho teimoso que adora uma discussão.
E eu agora, não tenho vocação para o confronto idiota.
Então, eu escuto. Escuto muita asneira.
E continuo a conversa com o fulano, falando do alto da minha experiência de vida e trabalho no lugar por um total de quase 7 anos agora, entre idas e vindas, casamento e residência:
'Então, você sabe que lá se faz de tal jeito?'
E o fulano que morou lá, há 3 anos atrás discute de volta:
'Eu acho que você está errada. Pelo menos quando EU ESTAVA LÁ, não era assim não. Era diferente. Eu sei, porquê eu vivi!'
E como é que se discute com alguém que pensa que a sociedade inglesa não evolui em 3 anos?
Como se discute com alguém que pensa que sabe mais do que você, que mora e vive a vida por completo lá, inserida na classe trabalhadora pagadora de impostos mensais?
Não adianta.
Realmente, é cansativa esta discussão.
Eu agora escuto muito e concordo:
'Realmente, não devo estar muito correta! Você tem toda a razão!'
Falar a frase acima, definitivamente, não muda ou abala a minha realidade de vida real neste país.
Ao falar com alguém que você é brasileira e mora na Inglaterra, você escuta de volta:
'Ah, eu conheço a Inglaterra muito bem. Eu morei lá por um ano (ou menos)'.
E eu até me dizia antes: 'Ótimo! Assim não tenho que me explicar muito!'
Mas, brasileiro é um bicho teimoso que adora uma discussão.
E eu agora, não tenho vocação para o confronto idiota.
Então, eu escuto. Escuto muita asneira.
E continuo a conversa com o fulano, falando do alto da minha experiência de vida e trabalho no lugar por um total de quase 7 anos agora, entre idas e vindas, casamento e residência:
'Então, você sabe que lá se faz de tal jeito?'
E o fulano que morou lá, há 3 anos atrás discute de volta:
'Eu acho que você está errada. Pelo menos quando EU ESTAVA LÁ, não era assim não. Era diferente. Eu sei, porquê eu vivi!'
E como é que se discute com alguém que pensa que a sociedade inglesa não evolui em 3 anos?
Como se discute com alguém que pensa que sabe mais do que você, que mora e vive a vida por completo lá, inserida na classe trabalhadora pagadora de impostos mensais?
Não adianta.
Realmente, é cansativa esta discussão.
Eu agora escuto muito e concordo:
'Realmente, não devo estar muito correta! Você tem toda a razão!'
Falar a frase acima, definitivamente, não muda ou abala a minha realidade de vida real neste país.
A fuga: Paris!
Eu resolvi que devo fugir da minha realidade com frequência, daqui para frente.
E não dar satisfações a ninguém.
Porquê é hora de crescer e não dar muita satisfação à ninguém mesmo.
Então, fugi do trabalho, e fugi do marido.
Fugi!
E para me soltar mais no mundo, resolvi começar a fazê-lo pertinho de casa.
Na França.
Embarquei no novo serviço 'bio-green' St. Pancras International - Paris Nord.
Um final de semana prolongadíssimo em Paris.
A segurança na nova estação redobrou.
Para completar, eu resolvi viajar com uma mochila preta, à la 'suicide bomber' , o que complicou as coisas ainda mais....
Fiquei 30 minutos na vistoria tecnológica por conta de uma mochila.
Até minhas calcinhas reviraram. Horrível!
Conselho: comprem bolsas de outra cor e tamanho.
Mochila é coisa do passado. Passado negro.
E cheguei à Paris.
E como é diferente!
Os amigos estavam na estação.
Doces brasileiros. Salve simpatia!!
Como era um sábado à noite, andamos o percurso inteiro. O amigo homem carregou a bolsa pelo percurso.
E eu, com a minha couraça de mulher independente, fiquei meio desconcertada.
Muito bonito tudo isso.
Paramos num bar lotado de um senhor de origem árabe.
Couscous e carne com vegetais de graça, ao pagar pela bebida.
Lindo!
Mesas abarrotadas e 'adeus' ao espaço pessoal entre uma pessoa ou outra.
E os franceses fumam na sua cara.
Não tão lindo, tudo isso.
De lá, andamos mais e mais, e foi bom mexer as pernas por mais de 30 minutos.
Sem transporte, todos nós seríamos mais ativos.
E seguimos para outro bar, pois sem beber, não se fica em mesa alguma em um sábado à noite em Paris.
Entramos numa festa privada para um bar.
Meu amigo tentou argumentar docemente, ou ignorando a confusão: e funcionou!
A francesa dona da festa deixou os com cara de turista, devido à minha mochila e ao português, ficarem por lá.
Mas, nós não aguentamos a fumaça.
Os olhos ardiam.
E fomos para a andada final até a casa deles.
Entre todas estas paradas, o tema era a França contada por eles, estudantes de doutorado em Paris.
E a conclusão do primeiro dia foi:
É lindo morar em Paris, uma cidade de arquitetura linda. Mas, como é difícil arranjar um emprego temporário
E ser estrangeiro.
Tendo em base, esta conclusão, eu risquei Paris da minha lista de 'lugares para se morar no futuro'.
Por quê sou estangeira, e porquê sem trabalho não tenho dinheiro.
Se eu ficar rica, compro um apartamento por lá e visito de vez em quando.
Passei os três dias andando.
Greve em todos os lugares....
O amigo francês cumpriu à risca o meu ditado pessoal sobre os franceses. Ditado formulado por mim após três diferentes relacionamentos com namorados franceses e amigos franceses:
-Franceses fora da França apreciam você e aceitam qualquer gentileza, inclusive a de ficar na sua casa.
-Franceses na França somem quando você diz que vai chegar, e por tabela, nenhuma gentileza é oferecida.
Resultado: mesmo após marcar encontro, ele sumiu!
Tudo bem. Sem surpresas e sem desapontamentos!
Passamos por uma feira em uma manhã de domingo, os amigos brasileiros me disseram:
'Cuidado com a bolsa'.
Não é lindo isso!
Fiquei tensa.
Na volta, a feira já tinha acabado e os amigos me disseram:
'Olha os chineses comendo o resto das frutas no chão. Pois é! O tráfico de chineses é feito na maioria das vezes por eles mesmos.'
Muito feio isso! Mas é a realidade.
No último dia, eu já estava habituée.
Duas lojas esqueceram de retirar a tarja de segurança da mercadoria, uma delas sendo a livraria do Centro Georges Pompidou.
E eu fiquei lá nas portas das duas lojas, para todos com a cara de ladra estrangeira, escutando um francês em tom assertivo.
Depois da mostra do recibo, escutei o mesmo francês em tom doce.
Mas eu já não estava interessada nas desculpas.
Protestei com o típico bufar de cavalo francês e saí em silêncio.
Muito chato tudo isso. Irritante!
Aproveitei meu desapontamento e não gastei minhas suadas libras. Não dou meu dinheiro a quem me trata com diferença.
Comprei uma agenda 2008 japonesa, uma bolsa artesanal em Clignancourt e um creme anti-rugas Caudalie.
Suficiente.
E chegou o fim dos dias na França.
Peguei o meu trem ultra-rápido e voltei para Londres.
E quanto mais viajo, ou fujo, noto que quando volto para Inglaterra, volto para casa.
E o nome fuga, fuga do 'normal' britânico, realmente, se aplicará daqui para frente.
E não dar satisfações a ninguém.
Porquê é hora de crescer e não dar muita satisfação à ninguém mesmo.
Então, fugi do trabalho, e fugi do marido.
Fugi!
E para me soltar mais no mundo, resolvi começar a fazê-lo pertinho de casa.
Na França.
Embarquei no novo serviço 'bio-green' St. Pancras International - Paris Nord.
Um final de semana prolongadíssimo em Paris.
A segurança na nova estação redobrou.
Para completar, eu resolvi viajar com uma mochila preta, à la 'suicide bomber' , o que complicou as coisas ainda mais....
Fiquei 30 minutos na vistoria tecnológica por conta de uma mochila.
Até minhas calcinhas reviraram. Horrível!
Conselho: comprem bolsas de outra cor e tamanho.
Mochila é coisa do passado. Passado negro.
E cheguei à Paris.
E como é diferente!
Os amigos estavam na estação.
Doces brasileiros. Salve simpatia!!
Como era um sábado à noite, andamos o percurso inteiro. O amigo homem carregou a bolsa pelo percurso.
E eu, com a minha couraça de mulher independente, fiquei meio desconcertada.
Muito bonito tudo isso.
Paramos num bar lotado de um senhor de origem árabe.
Couscous e carne com vegetais de graça, ao pagar pela bebida.
Lindo!
Mesas abarrotadas e 'adeus' ao espaço pessoal entre uma pessoa ou outra.
E os franceses fumam na sua cara.
Não tão lindo, tudo isso.
De lá, andamos mais e mais, e foi bom mexer as pernas por mais de 30 minutos.
Sem transporte, todos nós seríamos mais ativos.
E seguimos para outro bar, pois sem beber, não se fica em mesa alguma em um sábado à noite em Paris.
Entramos numa festa privada para um bar.
Meu amigo tentou argumentar docemente, ou ignorando a confusão: e funcionou!
A francesa dona da festa deixou os com cara de turista, devido à minha mochila e ao português, ficarem por lá.
Mas, nós não aguentamos a fumaça.
Os olhos ardiam.
E fomos para a andada final até a casa deles.
Entre todas estas paradas, o tema era a França contada por eles, estudantes de doutorado em Paris.
E a conclusão do primeiro dia foi:
É lindo morar em Paris, uma cidade de arquitetura linda. Mas, como é difícil arranjar um emprego temporário
E ser estrangeiro.
Tendo em base, esta conclusão, eu risquei Paris da minha lista de 'lugares para se morar no futuro'.
Por quê sou estangeira, e porquê sem trabalho não tenho dinheiro.
Se eu ficar rica, compro um apartamento por lá e visito de vez em quando.
Passei os três dias andando.
Greve em todos os lugares....
O amigo francês cumpriu à risca o meu ditado pessoal sobre os franceses. Ditado formulado por mim após três diferentes relacionamentos com namorados franceses e amigos franceses:
-Franceses fora da França apreciam você e aceitam qualquer gentileza, inclusive a de ficar na sua casa.
-Franceses na França somem quando você diz que vai chegar, e por tabela, nenhuma gentileza é oferecida.
Resultado: mesmo após marcar encontro, ele sumiu!
Tudo bem. Sem surpresas e sem desapontamentos!
Passamos por uma feira em uma manhã de domingo, os amigos brasileiros me disseram:
'Cuidado com a bolsa'.
Não é lindo isso!
Fiquei tensa.
Na volta, a feira já tinha acabado e os amigos me disseram:
'Olha os chineses comendo o resto das frutas no chão. Pois é! O tráfico de chineses é feito na maioria das vezes por eles mesmos.'
Muito feio isso! Mas é a realidade.
No último dia, eu já estava habituée.
Duas lojas esqueceram de retirar a tarja de segurança da mercadoria, uma delas sendo a livraria do Centro Georges Pompidou.
E eu fiquei lá nas portas das duas lojas, para todos com a cara de ladra estrangeira, escutando um francês em tom assertivo.
Depois da mostra do recibo, escutei o mesmo francês em tom doce.
Mas eu já não estava interessada nas desculpas.
Protestei com o típico bufar de cavalo francês e saí em silêncio.
Muito chato tudo isso. Irritante!
Aproveitei meu desapontamento e não gastei minhas suadas libras. Não dou meu dinheiro a quem me trata com diferença.
Comprei uma agenda 2008 japonesa, uma bolsa artesanal em Clignancourt e um creme anti-rugas Caudalie.
Suficiente.
E chegou o fim dos dias na França.
Peguei o meu trem ultra-rápido e voltei para Londres.
E quanto mais viajo, ou fujo, noto que quando volto para Inglaterra, volto para casa.
E o nome fuga, fuga do 'normal' britânico, realmente, se aplicará daqui para frente.
UOL Blog: indicação.
Uma querida amiga que lê este insólito blog me escreveu com uma recomendação de blog, um dia destes com um bilhete:
Renata indica, UOL Blog: indicação.
http://02neuronio.blog.uol.com.br/index.html
'Ei, mocinha, vi esse texto e lembrei de um seu!'
O texto ao qual ela se referia era o :
'A moça e os seus problemas: a solidão idílica nos cafés.'
E o meu texto que ela tinha lido aqui, disponível em older posts era o :
'Viva o Wi-fi!'
Achei engraçado, principalmento o pedido de que o Brasil mude e aprecie a solidão (oh, so sweet!) e respondi para ela em tom de risa:
'Que bom que blog tem data, por quê assim desmascara o plágio!'
E rimos juntas.
Renata indica, UOL Blog: indicação.
http://02neuronio.blog.uol.com.br/index.html
'Ei, mocinha, vi esse texto e lembrei de um seu!'
O texto ao qual ela se referia era o :
'A moça e os seus problemas: a solidão idílica nos cafés.'
E o meu texto que ela tinha lido aqui, disponível em older posts era o :
'Viva o Wi-fi!'
Achei engraçado, principalmento o pedido de que o Brasil mude e aprecie a solidão (oh, so sweet!) e respondi para ela em tom de risa:
'Que bom que blog tem data, por quê assim desmascara o plágio!'
E rimos juntas.
Ombudsman de blog?
Eu leio vários blogs, e me divirto muito com eles.
Principalmente, o de celebridades: Preta Gil, Ivete Sangalo....
Ha-ha... que delícia ler todas aquelas bobagens.
A função de um blog para mim é a função à qual ele se propõe: emitir uma opinião pessoal.
Seja ela reacionária, boba, poética, raivosa....
Como já dizia Rappin' Hood:
'Eu tô com o microfone, É tudo no meu nome...'
E a gente assina embaixo.
Aí veio uma amiga falar para mim, semana passada:
'MH, sabe o que me incomoda nos seus textos? A generalização dos assuntos!'
Esta frase acima é a finalidade do que ela quis dizer, por quê realmente não foi tão direto assim.
E aceitei a palavra da ombudsman agradecendo.
Mas, no final das contas, este blog não é justamente para dizer tudo que eu quiser, da maneira que eu quiser e como eu quiser?
No final das contas, eu acho que ela gostava dos textos e deu o toque quando o repertório mudou.
Igual ao seu cantor predileto, quando ele muda de ritmo e você não gosta.
Sim, o público é importante.
Contudo, as percepções são solitárias e estas virão em primeiro lugar.
Se acabar em discussão, para mim, tudo bem!
Tá valendo.
Keep it coming!!!!
Principalmente, o de celebridades: Preta Gil, Ivete Sangalo....
Ha-ha... que delícia ler todas aquelas bobagens.
A função de um blog para mim é a função à qual ele se propõe: emitir uma opinião pessoal.
Seja ela reacionária, boba, poética, raivosa....
Como já dizia Rappin' Hood:
'Eu tô com o microfone, É tudo no meu nome...'
E a gente assina embaixo.
Aí veio uma amiga falar para mim, semana passada:
'MH, sabe o que me incomoda nos seus textos? A generalização dos assuntos!'
Esta frase acima é a finalidade do que ela quis dizer, por quê realmente não foi tão direto assim.
E aceitei a palavra da ombudsman agradecendo.
Mas, no final das contas, este blog não é justamente para dizer tudo que eu quiser, da maneira que eu quiser e como eu quiser?
No final das contas, eu acho que ela gostava dos textos e deu o toque quando o repertório mudou.
Igual ao seu cantor predileto, quando ele muda de ritmo e você não gosta.
Sim, o público é importante.
Contudo, as percepções são solitárias e estas virão em primeiro lugar.
Se acabar em discussão, para mim, tudo bem!
Tá valendo.
Keep it coming!!!!
Tuesday, 13 November 2007
A transição
A transição da solidão ao amor sempre é doce.
Neste último mês, tenho acompanhado várias transições no comportamento do italiano solitário e vizinho de mesa no trabalho.
Ele recebe mensagens de texto o tempo todo e diz: ah, é minha mãe de novo.
Ele é filho único.
Mora sozinho em um apartamento no centro, passa os finais de semana em um quarto escuro revelando fotos e come croissants de chocolate todas as manhãs. Ele não cozinha.
Queria uma namorada há muito tempo, porém acho que ele cheirava a desespero. Quanto mais o tempo passava, mas desesperado ele ficava. E isso se sentia de longe.
Mas alguém resolveu ajudá-lo e, como dizia minha mãe, cortou uma jaca para ele.
Apresentaram-lhe uma inglesa em seu curso de francês e ela aceitou um convite para sair.
De encalhado transitou para um com alguém para sair.
E na semana seguinte ao encontro, estava nos ares....
Olhava as janelas e admirava o sol e o céu, ria muito e com frequência.
O começo da empolgação, da excitação do amor.
E transitou de solitário a apaixonado.
Porém, não viu muita resposta da inglesa, e olhava o celular com frequência atrás de uma mensagem de texto. Nada.
E voltou a exalar desespero novamente.
Sentia-se de longe. E pegou uma gripe violenta em dois tempos.
A paixão o enfraqueceu.
Até que voltou ao trabalho depois de três dias de cama.
Disse que nada tinha acontecido, e assim parou de sorrir.
Transitou de desesperado a solitário mais uma vez.
Neste último mês, tenho acompanhado várias transições no comportamento do italiano solitário e vizinho de mesa no trabalho.
Ele recebe mensagens de texto o tempo todo e diz: ah, é minha mãe de novo.
Ele é filho único.
Mora sozinho em um apartamento no centro, passa os finais de semana em um quarto escuro revelando fotos e come croissants de chocolate todas as manhãs. Ele não cozinha.
Queria uma namorada há muito tempo, porém acho que ele cheirava a desespero. Quanto mais o tempo passava, mas desesperado ele ficava. E isso se sentia de longe.
Mas alguém resolveu ajudá-lo e, como dizia minha mãe, cortou uma jaca para ele.
Apresentaram-lhe uma inglesa em seu curso de francês e ela aceitou um convite para sair.
De encalhado transitou para um com alguém para sair.
E na semana seguinte ao encontro, estava nos ares....
Olhava as janelas e admirava o sol e o céu, ria muito e com frequência.
O começo da empolgação, da excitação do amor.
E transitou de solitário a apaixonado.
Porém, não viu muita resposta da inglesa, e olhava o celular com frequência atrás de uma mensagem de texto. Nada.
E voltou a exalar desespero novamente.
Sentia-se de longe. E pegou uma gripe violenta em dois tempos.
A paixão o enfraqueceu.
Até que voltou ao trabalho depois de três dias de cama.
Disse que nada tinha acontecido, e assim parou de sorrir.
Transitou de desesperado a solitário mais uma vez.
Oferta irrecusável.
Tenho recusado muitas ofertas de encontros.
Minha resposta é: fechei para balanço, gente. Balanço mental.
É muita gente, muita opinião e muito achismo, muita suposição....
Chegou a hora de fechar a tenda para balanço.
Mas, existe sempre o povo que bate na porta da loja e diz: por favor, dá um jeitinho?
Então, pûs um preço simbólico nas cartas (assim a brincadeira estaria descartada) e disse que não podia demorar muito, pois ando com dores agoniantes nas costas.
E é verdade.
Aí, veio a contraproposta:
a amiga pagaria pelas cartas, e também daria uma massagem shiatsu ja que é o seu ganha-pão.
Irrecusável.
Marcamos para o dia 23, depois de nossas respectivas viagens.
Estamos cansadas e vamos viajar cada uma para o seu lado, no que chamamos de a última fuga da Inglaterra antes do final do ano.
Para os outros, continuo fechada para balanço.
Ou até que outra proposta irrecusável como essa apareça.
Minha resposta é: fechei para balanço, gente. Balanço mental.
É muita gente, muita opinião e muito achismo, muita suposição....
Chegou a hora de fechar a tenda para balanço.
Mas, existe sempre o povo que bate na porta da loja e diz: por favor, dá um jeitinho?
Então, pûs um preço simbólico nas cartas (assim a brincadeira estaria descartada) e disse que não podia demorar muito, pois ando com dores agoniantes nas costas.
E é verdade.
Aí, veio a contraproposta:
a amiga pagaria pelas cartas, e também daria uma massagem shiatsu ja que é o seu ganha-pão.
Irrecusável.
Marcamos para o dia 23, depois de nossas respectivas viagens.
Estamos cansadas e vamos viajar cada uma para o seu lado, no que chamamos de a última fuga da Inglaterra antes do final do ano.
Para os outros, continuo fechada para balanço.
Ou até que outra proposta irrecusável como essa apareça.
Thursday, 8 November 2007
A importância dos jogos de infância.
Ah, os jogos de infância....
Queimado, gato mia, esconde-esconde, pega, baralho....
E eu nunca soube perder!
E até hoje não sei perder.
E sempre que perco, peço a revanche!
E se perder de novo, peço outra... até ganhar e me sentir menos inútil.
No curso de gerência, estamos aprendendo a como ser 'alquimistas'.
Transformar o negativo em uma possibilidade e, assim, ver oportunidades.
Mas, ontem tivemos que ensinar um jogo de infância a alguém e aprender outro do par que nos acompanhava no teste de aprendizado.
Eu ensinei a fulana a jogar iô-iô, afinal, eu colecionava todos em Sítio Novo, quando eu era pequena.
E ela me ensinou a soltar aviõezinhos de papel.
Tudo fluiu bem, mas a lição do exercício, era ver como lidávamos com o que não sabíamos fazer.
Irritava-nos, excitava-nos, ou chateava-nos esses 'novos' jogos?
Ontem, eles me excitaram... eu queria ficar ali por horas, tentando, tentando e tentando...
Até acertar.
Fiquei impressionada com a minha boa-vontade em resolver aquele 'problema'.
E orgulhosa.
Logo eu, que sempre odiei perder, e até chorava....
Chorei rios por jogos perdidos na infância.
Hoje eu tento até acertar.
Sem chorar.
E pensei que seria bom se eu tivesse sabido disso mais nova.
Que tentar, surte efeito.
Teria evitado muito sofrimento no passado.
Queimado, gato mia, esconde-esconde, pega, baralho....
E eu nunca soube perder!
E até hoje não sei perder.
E sempre que perco, peço a revanche!
E se perder de novo, peço outra... até ganhar e me sentir menos inútil.
No curso de gerência, estamos aprendendo a como ser 'alquimistas'.
Transformar o negativo em uma possibilidade e, assim, ver oportunidades.
Mas, ontem tivemos que ensinar um jogo de infância a alguém e aprender outro do par que nos acompanhava no teste de aprendizado.
Eu ensinei a fulana a jogar iô-iô, afinal, eu colecionava todos em Sítio Novo, quando eu era pequena.
E ela me ensinou a soltar aviõezinhos de papel.
Tudo fluiu bem, mas a lição do exercício, era ver como lidávamos com o que não sabíamos fazer.
Irritava-nos, excitava-nos, ou chateava-nos esses 'novos' jogos?
Ontem, eles me excitaram... eu queria ficar ali por horas, tentando, tentando e tentando...
Até acertar.
Fiquei impressionada com a minha boa-vontade em resolver aquele 'problema'.
E orgulhosa.
Logo eu, que sempre odiei perder, e até chorava....
Chorei rios por jogos perdidos na infância.
Hoje eu tento até acertar.
Sem chorar.
E pensei que seria bom se eu tivesse sabido disso mais nova.
Que tentar, surte efeito.
Teria evitado muito sofrimento no passado.
Friday, 2 November 2007
Eu sou feia!
Recebi uma amiga em casa nesses dias.
Enrolada até o pé em três (sim, três!) relacionamentos.
Conversamos e trocamos confidências até ficar sem voz.
No final, tentei tirar uma foto dela pelo celular novo, e ela cobriu o rosto:
'Não, MH! Eu sou feia!'
Eu respondi:
'Porra, é feia e tem três homens.... Tá ótima, então! Por isso que tem tanta mulher bonita sozinha! Deviam dizer o mesmo que você para arranjar somente um.'
E, assim, ficou para mim claro que com a submissão arranja-se vários homens.
Agora, se você fala alto e claro, ou claro e diretamente?
Mude o texto.
Tente este:
'Ah, eu sou feia!'
Talvez, funcione!
Betty, a feia, assinaria embaixo, indecisa entre seus dois amores.
Enrolada até o pé em três (sim, três!) relacionamentos.
Conversamos e trocamos confidências até ficar sem voz.
No final, tentei tirar uma foto dela pelo celular novo, e ela cobriu o rosto:
'Não, MH! Eu sou feia!'
Eu respondi:
'Porra, é feia e tem três homens.... Tá ótima, então! Por isso que tem tanta mulher bonita sozinha! Deviam dizer o mesmo que você para arranjar somente um.'
E, assim, ficou para mim claro que com a submissão arranja-se vários homens.
Agora, se você fala alto e claro, ou claro e diretamente?
Mude o texto.
Tente este:
'Ah, eu sou feia!'
Talvez, funcione!
Betty, a feia, assinaria embaixo, indecisa entre seus dois amores.
10.000 passos no celular.
Como eu não tenho contas, e odeio contas, somente conto com o dinheiro que tenho.
A lição de um cheque sem fundos que saiu de Recife e foi a São Paulo me trazendo uma ameaça de inclusão do meu nome no SPC em 2000, foi suficiente.
Odeio cheques, aliás são antiquadíssimos.
Não há coisa pior do que procurar uma nova carteira e só ver trambolhos com espaço para o talão de cheques. Quem usa isso hoje em dia?
Por aqui, somente mães. Elas precisam do crédito extra.
Cartões de crédito, também. Eles não andam na minha bolsa.
Só trazem problemas. Principalmente, por que o meu banco escolheu a data de vencimento como a de três dias antes do meu salário.
E isso aqui não se muda.
Então, é um desastre.
Assim, também, é com a conta do celular. Eu, simplesmente, não a tenho.
Somente recebo chamadas, ou ligo da minha linha direta no trabalho.
E todos os meus celulares são pré-pagos.
Uns feinhos, simples e sem nenhum motivo de status. Eles apenas recebem chamadas e mensagens de textos. Tenho vários. É uma compulsão. Jurei que nunca mais compraria um outro celular, visto que eu já tenho 4 diferentes.
Porém, eu vi um Sony Ericsson lindo na semana passada.
Branco, prata e roxo! Lindo! E no modelo que eu mais gosto, o que abre como um sanduíche. Adoro este formato de celular.
Pumba: comprei!
O lindinho tem: bluetooth, video, walkman, camera 2mp, envia fotos, jogos (monopoly!), tem headphones, cabo usb para transferência de arquivos e .... fitness!
Ele conta as distâncias de corrida e andada com seu pedômetro imbutido. Vem com um bracelete de velcro e o seu suporte, para o uso na andada.
Ao olhar o visor, vejo: hora, data, quem ligou e passos dados durante o dia.
Um lembrete constante.
E decidi aproveitar esse embalo!
Já perdi 2 kg esta semana com uma meta que me pûs: um mínimo de 10000 passos a serem andados por dia.
Sim, trabalho 7h30 sentada, porém tenho que andar 10.000 pelo menos, todos os dias.
E, ontem, veio o elogio.
O iraniano ao meu lado, é professor de salsa e kung-fu.
Bruce Lee tem ainda muitos fãs e seguidores por aqui.
Fala de saúde o tempo todo e conta os cafés que tomo durante o dia.
Um sa-co!
Mas, ontem ele virou para mim e para a gerente italiana, enquanto conversávamos e disse:
'Eu fico impressionada com vocês duas. Vocês não têm problemas, são dois violões!'
E fez o contorno feminino com as mãos.
Um elogio sexista e iraniano.
Nós nos olhamos chocadas com o comentário em meio a um departamento cheio e respondemos:
'Obrigada...', em tom murcho e desconfiado.
Imediatamente, culpei os 10.000 passos e o iogurte pela cintura e pelo elogio.
Mas, o celular continua lá, bonitinho.
A lição de um cheque sem fundos que saiu de Recife e foi a São Paulo me trazendo uma ameaça de inclusão do meu nome no SPC em 2000, foi suficiente.
Odeio cheques, aliás são antiquadíssimos.
Não há coisa pior do que procurar uma nova carteira e só ver trambolhos com espaço para o talão de cheques. Quem usa isso hoje em dia?
Por aqui, somente mães. Elas precisam do crédito extra.
Cartões de crédito, também. Eles não andam na minha bolsa.
Só trazem problemas. Principalmente, por que o meu banco escolheu a data de vencimento como a de três dias antes do meu salário.
E isso aqui não se muda.
Então, é um desastre.
Assim, também, é com a conta do celular. Eu, simplesmente, não a tenho.
Somente recebo chamadas, ou ligo da minha linha direta no trabalho.
E todos os meus celulares são pré-pagos.
Uns feinhos, simples e sem nenhum motivo de status. Eles apenas recebem chamadas e mensagens de textos. Tenho vários. É uma compulsão. Jurei que nunca mais compraria um outro celular, visto que eu já tenho 4 diferentes.
Porém, eu vi um Sony Ericsson lindo na semana passada.
Branco, prata e roxo! Lindo! E no modelo que eu mais gosto, o que abre como um sanduíche. Adoro este formato de celular.
Pumba: comprei!
O lindinho tem: bluetooth, video, walkman, camera 2mp, envia fotos, jogos (monopoly!), tem headphones, cabo usb para transferência de arquivos e .... fitness!
Ele conta as distâncias de corrida e andada com seu pedômetro imbutido. Vem com um bracelete de velcro e o seu suporte, para o uso na andada.
Ao olhar o visor, vejo: hora, data, quem ligou e passos dados durante o dia.
Um lembrete constante.
E decidi aproveitar esse embalo!
Já perdi 2 kg esta semana com uma meta que me pûs: um mínimo de 10000 passos a serem andados por dia.
Sim, trabalho 7h30 sentada, porém tenho que andar 10.000 pelo menos, todos os dias.
E, ontem, veio o elogio.
O iraniano ao meu lado, é professor de salsa e kung-fu.
Bruce Lee tem ainda muitos fãs e seguidores por aqui.
Fala de saúde o tempo todo e conta os cafés que tomo durante o dia.
Um sa-co!
Mas, ontem ele virou para mim e para a gerente italiana, enquanto conversávamos e disse:
'Eu fico impressionada com vocês duas. Vocês não têm problemas, são dois violões!'
E fez o contorno feminino com as mãos.
Um elogio sexista e iraniano.
Nós nos olhamos chocadas com o comentário em meio a um departamento cheio e respondemos:
'Obrigada...', em tom murcho e desconfiado.
Imediatamente, culpei os 10.000 passos e o iogurte pela cintura e pelo elogio.
Mas, o celular continua lá, bonitinho.
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