Só tenho visto gente doente por aqui, nestes últimos dias.
A razão?
Para mim, é unica: má alimentação!
As pessoas aqui, cada vez mais, se recusam a aprender a cozinhar, ou não tem tempo mesmo.
Eu sou uma dessas pessoas.
Mas a verdade é que eu cansei de ficar doente! Quero comida com alho, azeite e cebola.
Um peixe feito na hora e não qualquer coisa.
Abri um novo e utilíssimo blog de receitas hoje, de uma queridíssima conterrânea.
Aliás, tudo que ela toca vira ouro.
As fotos provam que ela, ao contrário da minha pessoa, não queima nada. O bolo cresce na mão dela, mesmo:
Gastronomices
No final das contas, essas fotos de bolos trouxeram-me à memória umas lembranças incríveis da minha infância e de aniversários em geral.
Até hoje eu digo: 'Pode não ter ninguém na festa, mas pelo menos o bolo e a vela tem que rolar!'
É simbólico.
Ainda mais em tempos de solidão, quando planeja-se aniversários cada vez mais solitários.
Tia Cida é a rainha dos bolos na minha família.
Faz cada um maravilhoso, e é a sua marca registrada dar um bolo de presente.
Que presente maravilhoso!
Sensível, esforçado, pessoal!
Um bolo de presente!
O meu era sempre de fubá, ou o tal do formigueiro.
E ela fazia sempre comigo do lado, pois sabia que eu gosto de bolo quente.
Saído do forno, queimando a boca!
Com café....
E lembro até daquele cheiro, do sol batendo pela janela em raios de pôr-do-sol, meio tarde, meio noite!
Aqui na Inglaterra não existem bolos maravilhosos... minto!
Se você for ao Soho, você encontra umas docerias francesas ou italianas com bolos maravilhosos, chiques e caríssimos.
Na Regent St. também há uma maravilhosa.
Todas as vezes eu paro lá para um pedaço de bolo precioso e um café espresso.
Os bolos aqui são caríssimos e preciosíssimos.
Eu fiquei com tanta vontade de comer um, que assim que a receita do de fubá aparecer no blog, eu vou tentar fazer um!
Só não sei se vou encontrar o milho,
e se ele vai crescer na minha mão.
Friday, 30 May 2008
Thursday, 29 May 2008
Angola
Faz uns dois meses que entrei nessa de querer muitíssimo ir à Angola.
Tudo começou quando desde fevereiro os meus 'espertos' chefes notaram que em Angola se falava português.
Então, passaram-me a responsabilidade por aquele País.
Logo depois, convidaram-me para um 'convívio' Angola-Brasil, dos estudantes da escola.
Convívio é o que os angolanos chamam de encontro.
Seja no bar, no pub, na praia... Um convívio da sua cultura, ou para nós uma 'festchenha'.
Depois disso, eu entrei no site do Lonely Planet para saber mais sobre as rotas do país, e alguém descrevia 'a dança sensual e nacional de Angola: a Kizomba'.
Pirei no You Tube!
São tantos vídeos de casais dançando Kizomba, e as discussões sobre quem sabe dançar são piores ainda.
Acirradíssimas!
Eu descobri em um 'convívio' que eu sou uma mulher 'kuza bruta'!
Coisa bruta!
Leva essa definição qualquer mulher que quer levar um homem na dança, ou comandar a situação. Os homens são rudes.
Angola, aliás, é super machista e as histórias de poligamia muito naturais.
Até as mulheres sabem e aceitam.
E os homens angolanos são muito saudáveis!
Benza-te deus!
Uma saúde ébano ou mulata.
Angolanos, como tradição, têm nomes africanos e portugueses entre os cinco, ou seis, em seus documentos.
Leyzller, Kwenha, Xingu ou Swellen.
Hoje em dia, pego-me tentando usar o português na minha melhor capacidade e acabando a noite bêbada falando da separação de Cabinda, da cobiça dos portugueses pela madeira ébano, ou preta que era igual ao nosso Pau-Brasil, e rindo com eles das palavras creolles de Cabo Verde.
Os amigos de Angola são precoces e querem casar cedo.
Dizem que na próxima viagem ao Brasil, irão de terno, anel e passagem dupla de volta para trazerem cada um a sua brasileira.
Só não sei aonde esses prováveis casais vão morar: se em Angola, ou aqui.
E, não sei que brasileira vai entrar nessa de poligamia aberta e escancarada.
Só sei que Brasil e Angola combinam muitíssimo.
É sintonia pura!
Não vejo a hora de baixar esse meu corpo em Benguela e dançar uma passada de Kizomba na praia com um saudável angolano rude.
Ai, ai!
Tudo começou quando desde fevereiro os meus 'espertos' chefes notaram que em Angola se falava português.
Então, passaram-me a responsabilidade por aquele País.
Logo depois, convidaram-me para um 'convívio' Angola-Brasil, dos estudantes da escola.
Convívio é o que os angolanos chamam de encontro.
Seja no bar, no pub, na praia... Um convívio da sua cultura, ou para nós uma 'festchenha'.
Depois disso, eu entrei no site do Lonely Planet para saber mais sobre as rotas do país, e alguém descrevia 'a dança sensual e nacional de Angola: a Kizomba'.
Pirei no You Tube!
São tantos vídeos de casais dançando Kizomba, e as discussões sobre quem sabe dançar são piores ainda.
Acirradíssimas!
Eu descobri em um 'convívio' que eu sou uma mulher 'kuza bruta'!
Coisa bruta!
Leva essa definição qualquer mulher que quer levar um homem na dança, ou comandar a situação. Os homens são rudes.
Angola, aliás, é super machista e as histórias de poligamia muito naturais.
Até as mulheres sabem e aceitam.
E os homens angolanos são muito saudáveis!
Benza-te deus!
Uma saúde ébano ou mulata.
Angolanos, como tradição, têm nomes africanos e portugueses entre os cinco, ou seis, em seus documentos.
Leyzller, Kwenha, Xingu ou Swellen.
Hoje em dia, pego-me tentando usar o português na minha melhor capacidade e acabando a noite bêbada falando da separação de Cabinda, da cobiça dos portugueses pela madeira ébano, ou preta que era igual ao nosso Pau-Brasil, e rindo com eles das palavras creolles de Cabo Verde.
Os amigos de Angola são precoces e querem casar cedo.
Dizem que na próxima viagem ao Brasil, irão de terno, anel e passagem dupla de volta para trazerem cada um a sua brasileira.
Só não sei aonde esses prováveis casais vão morar: se em Angola, ou aqui.
E, não sei que brasileira vai entrar nessa de poligamia aberta e escancarada.
Só sei que Brasil e Angola combinam muitíssimo.
É sintonia pura!
Não vejo a hora de baixar esse meu corpo em Benguela e dançar uma passada de Kizomba na praia com um saudável angolano rude.
Ai, ai!
Monday, 26 May 2008
Cadê a sua memória?
Porquê existem homens que fazem cagadas homéricas, somem, e, de repente, voltam e te tratam como se nada tivesse acontecido?
Alguns até com a ousadia de voltar com conversas e tons antigos daquele relacionamento passado e azedo. O que tínhamos antes do sumiço dele.
Para ele, o sumiço foi algo natural.
E voltamos de onde paramos.
Um mistério...
Eu não entendo.
Tenho a teoria de que o homem joga uma isca, para ver se você cai, se você é maleável, se você é manipulável ou burra ou fraca, e volta ao convívio de uma mulher como se nada tivesse acontecido só para testá-la!
Mas a minha memória é ótima!
Eu não esqueço uma cagada....
Além do mais, tirar cheiro de merda da roupa, do sapato, leva tempo...
Tem que esfregar muito, você sua... É um cheiro forte, impregnante.
E como alguém não lembra que cagou feio, longo e fino?
Absurdo.
E eu pergunto sempre:
'Ei, você não tem memória, não?'
Alguns até com a ousadia de voltar com conversas e tons antigos daquele relacionamento passado e azedo. O que tínhamos antes do sumiço dele.
Para ele, o sumiço foi algo natural.
E voltamos de onde paramos.
Um mistério...
Eu não entendo.
Tenho a teoria de que o homem joga uma isca, para ver se você cai, se você é maleável, se você é manipulável ou burra ou fraca, e volta ao convívio de uma mulher como se nada tivesse acontecido só para testá-la!
Mas a minha memória é ótima!
Eu não esqueço uma cagada....
Além do mais, tirar cheiro de merda da roupa, do sapato, leva tempo...
Tem que esfregar muito, você sua... É um cheiro forte, impregnante.
E como alguém não lembra que cagou feio, longo e fino?
Absurdo.
E eu pergunto sempre:
'Ei, você não tem memória, não?'
+00 55 88..
'Não' quer dizer 'não'!
Não quer dizer 'talvez'. Por mais que os homens não acreditem, e às vezes, insistam.
Essa regra de dizer um 'não' quando se sente que é 'não', eu apliquei faz tempo à minha retórica.
Calma!
Não estou falando de dizer 'não, nunca'!
Aí, não rola...
É burrice.
Mas, sim, de dizer claramente e diretamente 'não, agora não rola! não é o momento'.
E sim, concordar com o interlocutor e 'deixar uma porta fechada, mas somente no trinco'.
Recebi um telefonema de Fortaleza, e por mais que não o esperasse de maneira alguma, e de ter sido pega tão de supetão, consegui juntar uma vaga razão e falei o que me vinha à cabeça.
Ainda acho que a maneira mais justa de ter lidado com alguém que me prestou tamanha consideração, ligando de tão longe, tenha sido a minha sinceridade.
Comecei o texto falando de 'não's, porquê dizer um não traz uma culpa tremenda.
Culpa de estar fazendo algo errado.
De ter sido uma chance boa à qual você disse não.
Mas, no final das contas, não adianta dizer 'sim' e viver uma vida mediana, e ter uma relação seja ela de amizade, amor ou qualquer outra coisa sem um sentimento a dar.
Aliás, ando em uma campanha 'contra o vazio sentimental'.
Se você não sente, você pode sumir da minha frente. É justo.
Assim como eu também vou ser a primeira a sumir quando não sentir mais nada.
E vou dormir todos os dias pedindo que leve da minha vida os que não sentem algo bom por mim, ou os que pelos quais eu não sinto algo bom em troca.
Que leve, leve para longe!
É sincero, é justo, é honesto!
Honestidade nas emoções. E leveza nos pensamentos.
Pode levar, Jorge guerreiro, leva!
Na verdade, esse é texto é um pedido de desculpas em público por ter sido tão brutalmente sincera com o interlocutor da conversa telefônica.
Aquele telefonema me fez feliz naquele momento, e depois dele.
Sim, fez!
Contudo, o brutal das minhas palavras foi a maneira mais correta de evitar uma futura mentira emocional.
E eu tenho certeza de que a pessoa é sensata o suficiente para entender isso.
Não quer dizer 'talvez'. Por mais que os homens não acreditem, e às vezes, insistam.
Essa regra de dizer um 'não' quando se sente que é 'não', eu apliquei faz tempo à minha retórica.
Calma!
Não estou falando de dizer 'não, nunca'!
Aí, não rola...
É burrice.
Mas, sim, de dizer claramente e diretamente 'não, agora não rola! não é o momento'.
E sim, concordar com o interlocutor e 'deixar uma porta fechada, mas somente no trinco'.
Recebi um telefonema de Fortaleza, e por mais que não o esperasse de maneira alguma, e de ter sido pega tão de supetão, consegui juntar uma vaga razão e falei o que me vinha à cabeça.
Ainda acho que a maneira mais justa de ter lidado com alguém que me prestou tamanha consideração, ligando de tão longe, tenha sido a minha sinceridade.
Comecei o texto falando de 'não's, porquê dizer um não traz uma culpa tremenda.
Culpa de estar fazendo algo errado.
De ter sido uma chance boa à qual você disse não.
Mas, no final das contas, não adianta dizer 'sim' e viver uma vida mediana, e ter uma relação seja ela de amizade, amor ou qualquer outra coisa sem um sentimento a dar.
Aliás, ando em uma campanha 'contra o vazio sentimental'.
Se você não sente, você pode sumir da minha frente. É justo.
Assim como eu também vou ser a primeira a sumir quando não sentir mais nada.
E vou dormir todos os dias pedindo que leve da minha vida os que não sentem algo bom por mim, ou os que pelos quais eu não sinto algo bom em troca.
Que leve, leve para longe!
É sincero, é justo, é honesto!
Honestidade nas emoções. E leveza nos pensamentos.
Pode levar, Jorge guerreiro, leva!
Na verdade, esse é texto é um pedido de desculpas em público por ter sido tão brutalmente sincera com o interlocutor da conversa telefônica.
Aquele telefonema me fez feliz naquele momento, e depois dele.
Sim, fez!
Contudo, o brutal das minhas palavras foi a maneira mais correta de evitar uma futura mentira emocional.
E eu tenho certeza de que a pessoa é sensata o suficiente para entender isso.
Wednesday, 21 May 2008
Rituais de limpeza.
Existem vezes nas quais você, sinceramente, crê que está atada à uma situação, ou pessoa.
Nesta, há vários dias, pedi ajuda à uma amiga.
E ela me ensinou um ritual de limpeza, como filha de Iemanjá que é.
Não sei se funcionou para mim, que hoje em dia me creio mais laçada com Iansã do que nunca, mas utilizei minhas melhores intenções e o mar de Brighton.
Joguei nele uma carta-conversa que escrevi para Iemanjá, pedindo para ela levar da minha vida tudo que eu não queria mais, e principalmente o entojo que me cerca atualmente.
Entreguei ao mar as minhas obsessões negativas e pedi à ela que ajudasse a levar tudo para bem longe!
Existem, realmente, horas nas quais não se consegue mais pensar em muito.
Nessas horas precisa-se de ajuda. Ajuda extra.
Espero que Iemanjá aceite meu ritual e que o mar me ajude a enterrar essas negatividades para sempre.
Talvez, quando estiver mais limpa, eu consiga pelo menos escrever mais.
No momento, só fico com essa dor de cabeça.... De tanto pensar bobagens...
Ai!
Nesta, há vários dias, pedi ajuda à uma amiga.
E ela me ensinou um ritual de limpeza, como filha de Iemanjá que é.
Não sei se funcionou para mim, que hoje em dia me creio mais laçada com Iansã do que nunca, mas utilizei minhas melhores intenções e o mar de Brighton.
Joguei nele uma carta-conversa que escrevi para Iemanjá, pedindo para ela levar da minha vida tudo que eu não queria mais, e principalmente o entojo que me cerca atualmente.
Entreguei ao mar as minhas obsessões negativas e pedi à ela que ajudasse a levar tudo para bem longe!
Existem, realmente, horas nas quais não se consegue mais pensar em muito.
Nessas horas precisa-se de ajuda. Ajuda extra.
Espero que Iemanjá aceite meu ritual e que o mar me ajude a enterrar essas negatividades para sempre.
Talvez, quando estiver mais limpa, eu consiga pelo menos escrever mais.
No momento, só fico com essa dor de cabeça.... De tanto pensar bobagens...
Ai!
Friday, 16 May 2008
Banzo
Ficar sozinha é ótimo!
Eu já falei e repito mil e uma vezes, se preciso.
Porém, às vezes, você cai na rede do coletivo, do grupal e começa a ter companhia constante.
E isso, vicia.
Você se acostuma a ter alguém do lado. Companhias até silenciosas, porém companhias.
Quando, de repente, todo mundo some, e você volta a ficar só, um banzo toma conta de você.
Uma saudade descabida, um vazio, uma dor.
Um nó na garganta, choro embargado que não sai por orgulho.
Para completar, o tempo engana você, e quando você pensa que o sol chegou, a Inglaterra te dá uma rasteira e você, literalmente, fica na rua e molhada na chuva.
Olha a situação:
sozinha, molhada, na rua, sem destino, saudosa e banzosa.
Você se olha e pensa: Tô fodida!
Verão porra nenhuma!
Aqui não tem verão, e sim momentos com sol!
Carpe diem se vive é por aqui.
Tudo no momento, porquê depois tudo pode mudar!
É a carta da Roda da Fortuna na prática.
Alguém me disse essa semana, depois da sequência de foras que eu levei ultimamente:
'Uns dias a gente cai, noutros a gente se levanta! É assim a vida, Maria.'
Agora, eu digo uma coisa:
Quando eu levantar, segure a lapada do chicote, que eu vou botar para foder!
E de banzo, eu já passei para a raiva.
Porra de vida filha da puta comigo!
Tá na hora de virar esse jogo.
Eu já falei e repito mil e uma vezes, se preciso.
Porém, às vezes, você cai na rede do coletivo, do grupal e começa a ter companhia constante.
E isso, vicia.
Você se acostuma a ter alguém do lado. Companhias até silenciosas, porém companhias.
Quando, de repente, todo mundo some, e você volta a ficar só, um banzo toma conta de você.
Uma saudade descabida, um vazio, uma dor.
Um nó na garganta, choro embargado que não sai por orgulho.
Para completar, o tempo engana você, e quando você pensa que o sol chegou, a Inglaterra te dá uma rasteira e você, literalmente, fica na rua e molhada na chuva.
Olha a situação:
sozinha, molhada, na rua, sem destino, saudosa e banzosa.
Você se olha e pensa: Tô fodida!
Verão porra nenhuma!
Aqui não tem verão, e sim momentos com sol!
Carpe diem se vive é por aqui.
Tudo no momento, porquê depois tudo pode mudar!
É a carta da Roda da Fortuna na prática.
Alguém me disse essa semana, depois da sequência de foras que eu levei ultimamente:
'Uns dias a gente cai, noutros a gente se levanta! É assim a vida, Maria.'
Agora, eu digo uma coisa:
Quando eu levantar, segure a lapada do chicote, que eu vou botar para foder!
E de banzo, eu já passei para a raiva.
Porra de vida filha da puta comigo!
Tá na hora de virar esse jogo.
Thursday, 15 May 2008
Sem resposta...
Eu não entendo....
Não sei o que acontece com as pessoas.
Você fala, e não obtém resposta.
O que aconteceu com a educação?
Somente uma resposta, garoto!
Dá uma resposta?
Sim, ou não! Eu aceito qualquer uma. Sou gente grande, e sei levar um não!
Estou confortável com essa possibilidade.
A de levar um 'não'! Natural!
Mas, as coisas andam assim:
Você chama alguém para almoçar, e não recebe resposta.
Você telefona, e não recebe resposta.
Você dá o seu telefone para alguém, e a pessoa não dá o dela de volta.
Você marca um encontro e a pessoa deixa você esperando.
Aliás, este último fora é o pior de todos.
Nunca mais eu tinha me metido com pessoas tão desconsideradas como estas, as que deixam você plantada esperando.
Eu nem me lembrava de como era levar 'um bolo'.
Eu digo: não é legal!
É vergonhoso!
Você fica lá sozinha, dizendo a si mesma: com essa pessoa? nunca mais!
Mas como dizem por aqui:
Chin up!
Queixo para cima, e seguindo em frente!
Eu somente fico ainda sem entender nada....
Alguém sábia, essa semana, falou-me de medo de se dar.
Será?
Só sei que essa vida anda em um absurdo emocional completo.
Loucura!
Haja auto-estima e entendimento humano para lidar com as pessoas hoje em dia.
Não sei o que acontece com as pessoas.
Você fala, e não obtém resposta.
O que aconteceu com a educação?
Somente uma resposta, garoto!
Dá uma resposta?
Sim, ou não! Eu aceito qualquer uma. Sou gente grande, e sei levar um não!
Estou confortável com essa possibilidade.
A de levar um 'não'! Natural!
Mas, as coisas andam assim:
Você chama alguém para almoçar, e não recebe resposta.
Você telefona, e não recebe resposta.
Você dá o seu telefone para alguém, e a pessoa não dá o dela de volta.
Você marca um encontro e a pessoa deixa você esperando.
Aliás, este último fora é o pior de todos.
Nunca mais eu tinha me metido com pessoas tão desconsideradas como estas, as que deixam você plantada esperando.
Eu nem me lembrava de como era levar 'um bolo'.
Eu digo: não é legal!
É vergonhoso!
Você fica lá sozinha, dizendo a si mesma: com essa pessoa? nunca mais!
Mas como dizem por aqui:
Chin up!
Queixo para cima, e seguindo em frente!
Eu somente fico ainda sem entender nada....
Alguém sábia, essa semana, falou-me de medo de se dar.
Será?
Só sei que essa vida anda em um absurdo emocional completo.
Loucura!
Haja auto-estima e entendimento humano para lidar com as pessoas hoje em dia.
Saturday, 10 May 2008
Mikel Hobbs-Alonzo
Esse menino veio e por um dia ele me abalou as estruturas.
Eu pensava que ia gostar muito de tê-lo, senti-me lisonjeada de a sua mãe ter confiado em mim para ficar com ele por um dia tão especial na vida dela: o dia do nascimento da sua filha no dia do seu próprio aniversário.
E Mikel me foi entregue às 8h30 da manhã de uma sexta-feira.
A princípio, muito contente.
Só depois de 1 hora de convívio, ele se deu conta de que éramos somente eu e ele. E então ele chorou por 40 minutos contados.
Liguei para três pessoas diferentes.
Não tinha brinquedo, ou qualquer outro entretenimento que distraísse a sensação de abandono que ele sentia.
Eu somente olhava, com uma mamadeira de água pronta para quando a sua garganta ficasse seca.
Mas, eu entendia muito bem a sua mãozinha na cabeça. O desespero.
Um choro tão sofrido, real...
Pois é, Mikel! Um abandono sentido, mesmo que assim não o tenha sido, é foda! Você se sente assim, e chora! É foda.
Até que ele descobriu a janela que dava para rua, e falava com as pessoas na rua pelo vidro.
Eureka: vamos sair!
A primeira parada foi uma biblioteca e uma leitura de livros infantis.
Mikel é filho de uma basca, amigo de todos que cruzam seu caminho e é um pisciano sensível e pequeno que adora um toque de pele.
Resultado: ele agarrou tanto as crianças que a leitura ficou meio perturbada com a sua presença.
E eu não tinha nenhum poder ou controle sobre ele.
Atei-o à sua cadeira e fomos embora.
Entrei no supermercado, e todos olhavam o seu sorriso imediatamente.
Ele é carismático.
E ouvia: 'Oh, he's so sunny!'
E, realmente, ele o é. Somente é diferente quando chora.
Aí, não tem sol nenhum iluminando!
É treva pura!
Voltamos para casa, horário de comer, e ele não comia nada...
Liguei para sua mãe, que estava em uma fila de hospital para dar à luz em Brighton.
Ela ordenou: 'Dale un biberón y ya esta!'
Tiro e queda!
Leitinho e cama! Mikel dormiu por uma hora apenas!
Eu chequei o meu e-mail e comi algo.
Nada mais.
A energia dele tinha se renovado e foi uma sequência de corridas atrás dele. Suei.
E saí mais uma vez com ele.
Fomos à praia, e dessa vez foi diferente.
Senti-me uma mãe solteira abandonada em meio à uma cidade jovem, ensolarada, cheia de estudantes e gente solteira. Uma solitária acompanhada em meio à diversão alheia.
Nenhum homem olhou para mim!
E a única simpatia que obtive com aquele carrinho enorme foi a de outras mães com seus meninos.
Mikel é loiro de olhos azuis, e também foi complicado ouvir dos ingleses conservadores em tom de cochicho: 'She couldn't possibly be his mum!'
Eu entendo as que têm pele morena e filhos de outra cor.
O preconceito é foda.
Tristan cansado do choro do menino, foi o primeiro a abandonar o barco saindo para fazer algo.
E à noite, me cheirou e disse: 'Hummm, você tá com cheiro de merda de criança'.
Uma mulher tem que ser MM para o marido: mãe e maravilhosa.
Que merda!
Acho que toda mulher pensando em se juntar com alguém deveria fazer esse teste do 'dia com um bebê de 13 meses' para ver a reação do parceiro.
Ainda bem que não tenho filhos com Tristan.
Criar uma criança sozinha não foi muito legal por um dia, quem diria por uns anos.
São quase 01h00 da manhã e Mikel ainda está na fase dos pesadelos e choros, enquanto eu escrevo algo para aliviar a pressão do dia.
Água, chupeta e tapinha na bunda.
Resolvido!
O pai dele ligou do hospital dizendo que tudo está bem e me avisando que ele acordará às 6h30 da manhã.
Fucking great!
E eu sem dormir....
Durante o dia de hoje me achei insensível. Mikel é somente um bebê!
Por quê não amá-lo?
Porém, lembrei-me de uma cena que vi no Burger King, domingo passado: uma mãe branca, mal-humorada, dando um tapa na cara do seu menino negro, este com no máximo 2anos de idade.
Eu senti-me mal pela criança.
Tapa na cara desde pequeno desmoraliza qualquer sujeito. O respeito que ele terá pelas mulheres será complicado.
Antes ela não o tivesse tido!
Eu, definitivamente, hoje sei que, apesar de ter tido todos os momentos de amor que Mikel me deu hoje, com seus sorrisos e afagos na minha cabeça, não estou preparada para ter tão pouco tempo em prol de outra pessoa.
Consciência sempre é melhor do que crueldade.
Eu pensava que ia gostar muito de tê-lo, senti-me lisonjeada de a sua mãe ter confiado em mim para ficar com ele por um dia tão especial na vida dela: o dia do nascimento da sua filha no dia do seu próprio aniversário.
E Mikel me foi entregue às 8h30 da manhã de uma sexta-feira.
A princípio, muito contente.
Só depois de 1 hora de convívio, ele se deu conta de que éramos somente eu e ele. E então ele chorou por 40 minutos contados.
Liguei para três pessoas diferentes.
Não tinha brinquedo, ou qualquer outro entretenimento que distraísse a sensação de abandono que ele sentia.
Eu somente olhava, com uma mamadeira de água pronta para quando a sua garganta ficasse seca.
Mas, eu entendia muito bem a sua mãozinha na cabeça. O desespero.
Um choro tão sofrido, real...
Pois é, Mikel! Um abandono sentido, mesmo que assim não o tenha sido, é foda! Você se sente assim, e chora! É foda.
Até que ele descobriu a janela que dava para rua, e falava com as pessoas na rua pelo vidro.
Eureka: vamos sair!
A primeira parada foi uma biblioteca e uma leitura de livros infantis.
Mikel é filho de uma basca, amigo de todos que cruzam seu caminho e é um pisciano sensível e pequeno que adora um toque de pele.
Resultado: ele agarrou tanto as crianças que a leitura ficou meio perturbada com a sua presença.
E eu não tinha nenhum poder ou controle sobre ele.
Atei-o à sua cadeira e fomos embora.
Entrei no supermercado, e todos olhavam o seu sorriso imediatamente.
Ele é carismático.
E ouvia: 'Oh, he's so sunny!'
E, realmente, ele o é. Somente é diferente quando chora.
Aí, não tem sol nenhum iluminando!
É treva pura!
Voltamos para casa, horário de comer, e ele não comia nada...
Liguei para sua mãe, que estava em uma fila de hospital para dar à luz em Brighton.
Ela ordenou: 'Dale un biberón y ya esta!'
Tiro e queda!
Leitinho e cama! Mikel dormiu por uma hora apenas!
Eu chequei o meu e-mail e comi algo.
Nada mais.
A energia dele tinha se renovado e foi uma sequência de corridas atrás dele. Suei.
E saí mais uma vez com ele.
Fomos à praia, e dessa vez foi diferente.
Senti-me uma mãe solteira abandonada em meio à uma cidade jovem, ensolarada, cheia de estudantes e gente solteira. Uma solitária acompanhada em meio à diversão alheia.
Nenhum homem olhou para mim!
E a única simpatia que obtive com aquele carrinho enorme foi a de outras mães com seus meninos.
Mikel é loiro de olhos azuis, e também foi complicado ouvir dos ingleses conservadores em tom de cochicho: 'She couldn't possibly be his mum!'
Eu entendo as que têm pele morena e filhos de outra cor.
O preconceito é foda.
Tristan cansado do choro do menino, foi o primeiro a abandonar o barco saindo para fazer algo.
E à noite, me cheirou e disse: 'Hummm, você tá com cheiro de merda de criança'.
Uma mulher tem que ser MM para o marido: mãe e maravilhosa.
Que merda!
Acho que toda mulher pensando em se juntar com alguém deveria fazer esse teste do 'dia com um bebê de 13 meses' para ver a reação do parceiro.
Ainda bem que não tenho filhos com Tristan.
Criar uma criança sozinha não foi muito legal por um dia, quem diria por uns anos.
São quase 01h00 da manhã e Mikel ainda está na fase dos pesadelos e choros, enquanto eu escrevo algo para aliviar a pressão do dia.
Água, chupeta e tapinha na bunda.
Resolvido!
O pai dele ligou do hospital dizendo que tudo está bem e me avisando que ele acordará às 6h30 da manhã.
Fucking great!
E eu sem dormir....
Durante o dia de hoje me achei insensível. Mikel é somente um bebê!
Por quê não amá-lo?
Porém, lembrei-me de uma cena que vi no Burger King, domingo passado: uma mãe branca, mal-humorada, dando um tapa na cara do seu menino negro, este com no máximo 2anos de idade.
Eu senti-me mal pela criança.
Tapa na cara desde pequeno desmoraliza qualquer sujeito. O respeito que ele terá pelas mulheres será complicado.
Antes ela não o tivesse tido!
Eu, definitivamente, hoje sei que, apesar de ter tido todos os momentos de amor que Mikel me deu hoje, com seus sorrisos e afagos na minha cabeça, não estou preparada para ter tão pouco tempo em prol de outra pessoa.
Consciência sempre é melhor do que crueldade.
Thursday, 8 May 2008
A tatuagem.
Não dá para explicar muito o prazer de se ter uma tatuagem.
Discuto muito isso com uma querida amiga.
A gente, realmente, vibra com a agulha furando.
A começar pelo gosto de ter a pele sendo rasgada. Aquela máquina quente furando, rasgando, desenhando.
Puro prazer.
Não!
Não tem nada a ver com sado-masoquismo.
É um prazer parecido com o do sexo.
É uma delícia. Com o frio na barriga do antes, de se fechar o olho no durante, e ir... Se deixar levar!
E o prazer é tanto que, hoje em dia, eu nem me importo se o desenho ficar feio.
Aliás, fiz um tangará vermelho na semana passada, e toda a beleza do desenho não foi traduzida pelo artista.
Ficou como um desenho de criança no meu corpo.
Um tom meio sujo, meio tatuagem suburbana. Não intencional, mas muito bem-vindo no final das contas.
Sinto-me quase próxima de uma presidiária feminina, com a pele pobremente rasgada.
E foi tão gostoso.
Já tenho mais três desenhos engatilhados.
Ô, vício caro!
Discuto muito isso com uma querida amiga.
A gente, realmente, vibra com a agulha furando.
A começar pelo gosto de ter a pele sendo rasgada. Aquela máquina quente furando, rasgando, desenhando.
Puro prazer.
Não!
Não tem nada a ver com sado-masoquismo.
É um prazer parecido com o do sexo.
É uma delícia. Com o frio na barriga do antes, de se fechar o olho no durante, e ir... Se deixar levar!
E o prazer é tanto que, hoje em dia, eu nem me importo se o desenho ficar feio.
Aliás, fiz um tangará vermelho na semana passada, e toda a beleza do desenho não foi traduzida pelo artista.
Ficou como um desenho de criança no meu corpo.
Um tom meio sujo, meio tatuagem suburbana. Não intencional, mas muito bem-vindo no final das contas.
Sinto-me quase próxima de uma presidiária feminina, com a pele pobremente rasgada.
E foi tão gostoso.
Já tenho mais três desenhos engatilhados.
Ô, vício caro!
Wednesday, 7 May 2008
'What type of drugs do you do?'
Essa é uma velha pergunta que já me fizeram muitas vezes, e que ontem eu ouvi por mais uma vez no camarim do show do Roy Ayers de uma inglesa 'metade sul-africana, metade inglesa'.
Aliás, acho ridícula essa históra de meio-a-meio, porém é um termo estabelecido na sociedade inglesa, já que ninguém hoje em dia é puramente inglês por aqui.
Mas voltando ao assunto, a fulaninha simpática me olhou e me perguntou a tal frase, na versão inglesa, após a constatação de que o bar estava fechado e de que nossa bebedeira tinha acabado.
Mas eu respondi: 'Nenhuma, olha... Minha droga é o álcool!'
Ela respondeu que também adorava, porém na falta, outra coisa deveria suprir essa carência, como naquele momento.
Eu disse que não topava.
E repito: não sou moralista! Pode cheirar, injetar, engolir, fumar na minha frente que eu fico feliz com a minha cerveja.
A coisa é dizer 'não'com conviccão, e simpaticamente.
A velha 'gelada' é hoje em dia a única coisa que não me dá dor de cabeça e com a qual eu vou a noite inteira de uma maneira mais regrada.
Tequila e cana têm o efeito bate-e-volta. Não consigo mais nem ingerir estas doces bebidas.
Vinho tinto me deixa completamente ensandecida. Deve ser o fervor do vinho no sangue.
A minha enegia dobra. Porém, também se acaba com mais rapidez. Já na terceira taça.
Whisky é um recurso de desinibição em tempo rápido. Uma dose cowboy e eu fico corajosa.
Mais do que isso me aleija rapidinho.
A cerveja fica como sempre no lugar principal da minha atenção. Ela nunca me decepciona.
Já as drogas não têm vez, comigo.
E como eu falei, não sou moralista.
Pode abusar na minha frente, com moderação.
Em Recife, eu tinha fama de 'cheirada'.
Porquê a energia é demais na garota aqui.
E como eu pulo, às vezes, de incontinência emocional, fervendo de energia, neguinho pensava que eu tinha cheirado um pó legal.
E nem adiantava discutir com brasileiro.
Quando eles pensam que têm razão, ninguém segura.
No entanto, a menina de ontem não ficou decepcionada.
E me disse:
'Então, nós vamos beber aonde?'
Eu: 'Em qualquer lugar. Vamos detonar!'
Ela: 'Mas eu trabalho amanhã de 9 da manhã! E você?'
Eu: 'Eu também.'
Ela riu e cada uma de nós duas entramos em um carro diferente.
Mas não existia um bar aberto às 2h da manhã na cidade de Brighton em uma terça-feira à noite.
Província.
E a solução foi voltar para casa e dormir.
E dá para se entender o porquê da pergunta comum sobre as drogas.
Afinal, quem não tem cão, caça com gato.
Aliás, acho ridícula essa históra de meio-a-meio, porém é um termo estabelecido na sociedade inglesa, já que ninguém hoje em dia é puramente inglês por aqui.
Mas voltando ao assunto, a fulaninha simpática me olhou e me perguntou a tal frase, na versão inglesa, após a constatação de que o bar estava fechado e de que nossa bebedeira tinha acabado.
Mas eu respondi: 'Nenhuma, olha... Minha droga é o álcool!'
Ela respondeu que também adorava, porém na falta, outra coisa deveria suprir essa carência, como naquele momento.
Eu disse que não topava.
E repito: não sou moralista! Pode cheirar, injetar, engolir, fumar na minha frente que eu fico feliz com a minha cerveja.
A coisa é dizer 'não'com conviccão, e simpaticamente.
A velha 'gelada' é hoje em dia a única coisa que não me dá dor de cabeça e com a qual eu vou a noite inteira de uma maneira mais regrada.
Tequila e cana têm o efeito bate-e-volta. Não consigo mais nem ingerir estas doces bebidas.
Vinho tinto me deixa completamente ensandecida. Deve ser o fervor do vinho no sangue.
A minha enegia dobra. Porém, também se acaba com mais rapidez. Já na terceira taça.
Whisky é um recurso de desinibição em tempo rápido. Uma dose cowboy e eu fico corajosa.
Mais do que isso me aleija rapidinho.
A cerveja fica como sempre no lugar principal da minha atenção. Ela nunca me decepciona.
Já as drogas não têm vez, comigo.
E como eu falei, não sou moralista.
Pode abusar na minha frente, com moderação.
Em Recife, eu tinha fama de 'cheirada'.
Porquê a energia é demais na garota aqui.
E como eu pulo, às vezes, de incontinência emocional, fervendo de energia, neguinho pensava que eu tinha cheirado um pó legal.
E nem adiantava discutir com brasileiro.
Quando eles pensam que têm razão, ninguém segura.
No entanto, a menina de ontem não ficou decepcionada.
E me disse:
'Então, nós vamos beber aonde?'
Eu: 'Em qualquer lugar. Vamos detonar!'
Ela: 'Mas eu trabalho amanhã de 9 da manhã! E você?'
Eu: 'Eu também.'
Ela riu e cada uma de nós duas entramos em um carro diferente.
Mas não existia um bar aberto às 2h da manhã na cidade de Brighton em uma terça-feira à noite.
Província.
E a solução foi voltar para casa e dormir.
E dá para se entender o porquê da pergunta comum sobre as drogas.
Afinal, quem não tem cão, caça com gato.
Friday, 2 May 2008
Fora de moda.
Ontem foi uma quinta-feira, dia de lojas abertas até às 20 horas da noite em Brighton, a cidade mais pequena deste mundo.
Decidi dar uma volta pela cidade e comprar um perfume novo!
Para abrir os caminhos!
Um cheiro novo de esperança, para atrair novas vibrações.
Que esta vida anda parada demais.
E todos os lançamentos ilimitados de verão estavam lá, os tais perfumes sem álcool, meio oleosos, para hidratar a pele. Dizem as vendedoras!
Após uma hora de indecisão, fui de Jean-Paul Gaultier versão verão e limitada.
Um cheiro bom de banho com flor.
Então, empolgada com o cheiro de novo que eu levava, fui às outras lojas atrás de um vestido para mostrar as pernas um pouco mais e ver o que as lojas tinham.
Não me lembrava da última vez que tinha ido ao centro comercial.
E dentro das lojas, eu senti-me em Recife.
As roupas parecem de chita, flores enormes, cores berrantes, neon e estilo C&A brasileira.
Aqui já é São João! Xadrez e flores em todos os lugares.
E foi quando eu notei que ando muito fora de moda.
Eu e minha parka branca, a mochila cheia de papel nas costas, minha calça de escritório com barra de lama de chuva e meu sapato surrado de trabalho e topadas.
Eu sou uma operária e trabalho tanto que não vi o tempo passar.
E apesar de ter até um dinheirinho extra para um luxo em uma loja feminina, recebi um olhar de desprezo da vendedora, que me viu de mochila e me tirou por uma cliente econômica e não-feminina. Daquelas com as quais não se deve fazer muito esforço.
Saí da loja na hora.
E olha que eu queria aquele cachecol que eu finalmente encontrei, depois de ver minha amiga Aline usando-o e tão charmosa enrolada nele.
Ia repetir o estilo dela.
Mas não tive paciência.
Eu fico fora de moda, mas não dou meu dinheiro a quem me olha de cima a baixo.
Não dou, mesmo!
Decidi dar uma volta pela cidade e comprar um perfume novo!
Para abrir os caminhos!
Um cheiro novo de esperança, para atrair novas vibrações.
Que esta vida anda parada demais.
E todos os lançamentos ilimitados de verão estavam lá, os tais perfumes sem álcool, meio oleosos, para hidratar a pele. Dizem as vendedoras!
Após uma hora de indecisão, fui de Jean-Paul Gaultier versão verão e limitada.
Um cheiro bom de banho com flor.
Então, empolgada com o cheiro de novo que eu levava, fui às outras lojas atrás de um vestido para mostrar as pernas um pouco mais e ver o que as lojas tinham.
Não me lembrava da última vez que tinha ido ao centro comercial.
E dentro das lojas, eu senti-me em Recife.
As roupas parecem de chita, flores enormes, cores berrantes, neon e estilo C&A brasileira.
Aqui já é São João! Xadrez e flores em todos os lugares.
E foi quando eu notei que ando muito fora de moda.
Eu e minha parka branca, a mochila cheia de papel nas costas, minha calça de escritório com barra de lama de chuva e meu sapato surrado de trabalho e topadas.
Eu sou uma operária e trabalho tanto que não vi o tempo passar.
E apesar de ter até um dinheirinho extra para um luxo em uma loja feminina, recebi um olhar de desprezo da vendedora, que me viu de mochila e me tirou por uma cliente econômica e não-feminina. Daquelas com as quais não se deve fazer muito esforço.
Saí da loja na hora.
E olha que eu queria aquele cachecol que eu finalmente encontrei, depois de ver minha amiga Aline usando-o e tão charmosa enrolada nele.
Ia repetir o estilo dela.
Mas não tive paciência.
Eu fico fora de moda, mas não dou meu dinheiro a quem me olha de cima a baixo.
Não dou, mesmo!
Subscribe to:
Posts (Atom)
