Era até então um domingo qualquer, sem emoção...
Recebi uma mensagem no celular.
Era de uma amiga me pedindo desculpas por ter sido tão sincera no dia anterior.
E pensei em ligar para ela, fazê-la comfortável, sem culpa e deixei o celular de lado.
Pensava no que dizer sem magoar, com o mesmo cuidado que ela me teve.
Mas nem tive tempo.
Recebi uma chamada de um número carioca. +00 55 21 .....
Pensei reconhecer o número de telefone, e que poderia ser Roberta, minha querida amiga de Santa Teresa. Mas não faria sentido. Ela acabou de vir à Europa e não viria em tão pouco tempo.
Pensei também que fosse outra pessoa, e com este eu não tinha o que falar. Então, esperei pela secretária eletrônica e eu ligaria de volta se quisesse falar com a pessoa.
Não houve um recado, e sim, mais outras 3 chamadas.
Resolvi atender e fiquei com medo de que fosse o tal com o qual não tenho realmente assunto a tratar.
Mas, não!
Felizmente, era Beta!
Ligava-me de sua vista da ponte Rio-Niterói em um dia de sol.
Um telefonema feliz para dizer-me que decidiu viajar sozinha pela Europa no próximo ano e vem me ver!
Contou-me as últimas notícias, do quanto mudou nos últimos meses, após ter decidido ser uma mulher diferente.
Ser 'menos chata, menos possessiva, menos controladora e menos pegajosa'.
Por consequência, ser livre!
Da liberdade que tem se dado nesses últimos tempos e do que viveu fora do comum estes meses.
Adorei que ela tenha ligado de tão longe para me dizer que se transforma dia a dia nesta nova pessoa.
Falou-me dos seus planos, e de que devemos viajar juntas no próximo ano.
Fiquei animada com a possibilidade.
Pensei que ela me levaria para os lugares nos quais ela domina as línguas nativas, e eu faria o mesmo em contrapartida.
Espero ter tempo para isso.
Falamos de que devemos ir à Ásia antes dos 30 anos, que merecemos tocar o outro lado do mundo.
Fiquei com uma saudade do Rio, e da vista do relógio da Central do Brasil desde a sua janela, dos nossos jantares vendo a cidade desde aquela vista alta.
Admiro Roberta.
Eu a conheci em uma tour de jipe em Fernando de Noronha.
Resolvi ir sozinha e conhecer o paraíso que o meu Estado tinha.
Ela estava com seu marido e todos estavam em casais.
Foi lá que ela pela primeira vez me falou de que gostaria de viajar sozinha em alto e bom som naquele março de 2006. Eu respondi:
'Vá! Mulher bonita e livre nunca fica sozinha!'
Ela me olhou sem acreditar. Talvez, tenha me achado arrogante naquele momento.
Mas, logo se refez da frase e me convidou para visitá-la um dia.
Cumpriu sua promessa de hospedar-me em abril de 2007.
Ofereceu-me um quarto lindo na sua casa por 1 semana inteira.
Sem querer nada em troca.
Foi uma ótima anfitriã. Abriu-me a casa, sua família, sua vida e a admiro pela sua abertura ao acaso.
Ela deixou que as coisas acontecessem sem se preocupar no que ia receber e hoje somos amigas.
A culpa e o esforço pela nossa amizade foram dela. A prezada amiga foi ela.
Em dias de hoje, nos quais as oportunidades são tudo, ela nunca pediu nada em troca.
Ela é uma bela mulher.
Saber que ela hoje tenta melhorar a sua maneira de ser diz-me que ela é especial.
Um ser em evolução.
Eu, definitivamente, não quero perder esse crescimento e ver a admirável pessoa na qual ela se tornará.
E não vejo a hora de ela chegar!
Monday, 22 October 2007
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