Friday, 12 October 2007

O vilão do triângulo amoroso

Afinal, quem é o vilão dentro de um triângulo amoroso?
O traidor ou o conivente com a traição?

Esses dias uma amiga veio me mostrar a foto da atual esposa e do filho do seu 'namorado' no orkut!
Mostrou-me uma das fotos da tal ingênua senhora, que é professora de capoeira e tem um estilo esportivo-hippie e cantou o hit dos anos 80 por Eduardo Dusek:

'Doméstica! Ela é doméstica!'

Eu ri! Ri alto!
Ri da situação.
E ela continuou:
'Olha que coisa mais linda, essa? E ainda tá grávida de novo!'

Aí eu parei de rir. E olhei para a situação de longe. Muito longe.

Ela lá, na frente do computador, com um coque mal feito no cabelo sujo, de camiseta e bermuda surrada, dentro de casa sozinha (ou comigo), chamando de burra a tal, que nada sabe sobre o marido, e de quem está grávida pela segunda vez pois renovou seus votos de casamento.
Então, eu disse, sem pensar:

'É o tipo dele, né? Tu e ela!'

Ela respondeu irritadíssima:
'Peraí Maria Hilda, beleza não é tudo!!!'

Exatamente, isso que eu quis dizer.
Mas, ela não entendeu!

Beleza não é tudo. As duas por mais que não sejam lindas são mulheres ativas, trabalham muito, têm tipos brejeiros e um amorenado-brasileiro, cabelos encaracolados ou ondulados, adoram tirar fotos sorrindo e amam ele!
Esse mesmo homem ama pessoas iguais de alguma forma. Só com nomes diferentes.
Ela não quis aceitar isso, e mudou de assunto.

Mas é sempre assim!
O triângulo amoroso tem sempre um vilão, e para as mulheres que são amantes ou 'oficiais' este vilão nunca é o seu homem.

Como elas poderiam se olhar no espelho de manhã e dizer:
'Eu escolhi um canalha para mim! Amo um homem que me trai! Amo um homem que não está 100% disponível para mim! Divido um homem com alguém.'

Isso seria a morte! E culpa absolutamente única e delas mesmas.

E acho incrível como um homem leva essa situação com sabedoria por tanto tempo!
Fazendo duas mulheres se odiarem mesmo quando elas sabem que uma segunda pessoa existe?
Incrível.....

E passei a pensar que, talvez, a conivente com a situação tenha mais culpa do que a enganada.
A conivente teve escolha!
Mas escolheu ficar porque não foi assumida pelo tal publicamente, e de alguma forma, quer que isso aconteça.

Já a enganada, ficaria ou largaria tal triângulo? E a quem ela culparia? Seu marido infiel, ou a mulher 'destruidora de lares'?

E o tal homem? Iria atrás de quem se o final chegasse com as duas? Da mãe com os filhos, ou da amante disponível?

Muitas interrogações e poucas respostas quando se está em um triângulo.

Quem sabe a melhor forma de evitar tanta interrogação seria sair dele o mais rápido possível?

Sei lá!

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