Hoje me deu uma saudade de Dona Hilda.
Dona Hilda me deu vários vestidos quando eu precisava, comida quando eu queria, disciplina quando eu precisei, gritos com os quais até hoje eu me pego escutando.
Escuto um: 'Maria Hildaaaaaaaaaaaa?' sempre que estou na rua.
Era ela atrás de mim quando eu pulava o portão da casa para sair.
Abri o álbum de fotos que tenho e vi a família inteira. Disse 'oi' para cada um deles, alisei suas caras.
Mas ela, eu fiquei pensando... olhando!
Vejo as fotos dela hoje e não a reconheço tão frágil.
A prova que o tempo passa.
Odeio ficar saudosa.
Tira metade do meu dia. Dedicado à pura melancolia.
Eu quero amor e paz.
Melancolia, não.
Espero que Dona Hilda esteja bem.
Hoje, ligo para ela.
Será que ela reconhece a minha voz?
Wednesday, 26 November 2008
Matchbox.
É como eu chamo o meu quarto.
A minha caixa de fósforos.
Roubei esse termo de alguém que me roubou um sentimento.
Fiquei com o termo, hoje aplicado ao meu presente, com propriedade.
E meu quarto é minúsculo.
Alguém me perguntou como eu consigo morar em um quarto hoje.
E eu só posso dizer que passo o menor tempo dentro dele, hoje em dia...
Lá, eu choro muito. É necessário.
É uma fase.
Mas continuo acreditando que não tenho problemas.
E realmente, não os tenho!
Nenhum!
E decidi que a match box virará uma alcova.
Faltam os detalhes.
Mas as velas vermelhas e a colcha de cama preta já estão lá.
Alguém tem que entrar nesse meu mundo para conhecê-lo.
Eu só queria que fosse quem eu queria.
Quem sabe ele volta, e entra...
Tudo é possível.
A minha caixa de fósforos.
Roubei esse termo de alguém que me roubou um sentimento.
Fiquei com o termo, hoje aplicado ao meu presente, com propriedade.
E meu quarto é minúsculo.
Alguém me perguntou como eu consigo morar em um quarto hoje.
E eu só posso dizer que passo o menor tempo dentro dele, hoje em dia...
Lá, eu choro muito. É necessário.
É uma fase.
Mas continuo acreditando que não tenho problemas.
E realmente, não os tenho!
Nenhum!
E decidi que a match box virará uma alcova.
Faltam os detalhes.
Mas as velas vermelhas e a colcha de cama preta já estão lá.
Alguém tem que entrar nesse meu mundo para conhecê-lo.
Eu só queria que fosse quem eu queria.
Quem sabe ele volta, e entra...
Tudo é possível.
O perdão.
Ele pediu perdão.
Comunicou que estava indo para NY e pediu perdão.
Disse com os olhos embrulhados de lágrimas que pulavam dos olhos:
'Maria, Obrigada! Todos os meus amigos não puderam vir para se despedir de mim, e você é a única que está aqui. Eu sinto muito, mas não tive amor na minha família, então eu não pude te dar amor. Sinto por ter sido um filho da puta com você.'
Da filha da putice dele, nasceu a minha solidão, o meu exílio forçado, a minha contentação em estar só.
Fez-se necessário tirar proveito dessa solidão. Para não enlouquecer de vez!
E tivemos uma noite bêbada e maravilhosa de amigos.
Amigos que se protegem incondicionalmente.
Ninguém mexe com ele, e ninguém mexe comigo na frente dele.
É uma amizade na qual falamos de tudo, menos de novos parceiros.
Porquê esse amigo tem o valor importante e mesmo da família:
somente apresentaríamos outra pessoa um ao outro se ela fosse incondicionalmente importante.
Sabemos que outras pessoas existem.
Mas elas não entram no nosso mundo.
Foram 7 anos de dor, mas agora renascemos.
Eu, mais sozinha do que ele.
No entanto, muito mais sábia e mulher do que antes.
Tá perdoado!
Comunicou que estava indo para NY e pediu perdão.
Disse com os olhos embrulhados de lágrimas que pulavam dos olhos:
'Maria, Obrigada! Todos os meus amigos não puderam vir para se despedir de mim, e você é a única que está aqui. Eu sinto muito, mas não tive amor na minha família, então eu não pude te dar amor. Sinto por ter sido um filho da puta com você.'
Da filha da putice dele, nasceu a minha solidão, o meu exílio forçado, a minha contentação em estar só.
Fez-se necessário tirar proveito dessa solidão. Para não enlouquecer de vez!
E tivemos uma noite bêbada e maravilhosa de amigos.
Amigos que se protegem incondicionalmente.
Ninguém mexe com ele, e ninguém mexe comigo na frente dele.
É uma amizade na qual falamos de tudo, menos de novos parceiros.
Porquê esse amigo tem o valor importante e mesmo da família:
somente apresentaríamos outra pessoa um ao outro se ela fosse incondicionalmente importante.
Sabemos que outras pessoas existem.
Mas elas não entram no nosso mundo.
Foram 7 anos de dor, mas agora renascemos.
Eu, mais sozinha do que ele.
No entanto, muito mais sábia e mulher do que antes.
Tá perdoado!
Monday, 24 November 2008
Sentir x Escrever
Pronto!
Voltei a escrever.
Estava a sentir, não tinha o que dizer.
Enchi o coração por alguém que me deu vários sarcasmos e me finalizou com um dito de ser 'inquebrável'.
Que triste!
Triste!
Uma pessoa ser inquebrável....
Então, eu não podia me quebrar inteira por um inquebrável.
Acabou o sentimento.
Voltemos à escrita, para aliviar a vida.
Voltei a escrever.
Estava a sentir, não tinha o que dizer.
Enchi o coração por alguém que me deu vários sarcasmos e me finalizou com um dito de ser 'inquebrável'.
Que triste!
Triste!
Uma pessoa ser inquebrável....
Então, eu não podia me quebrar inteira por um inquebrável.
Acabou o sentimento.
Voltemos à escrita, para aliviar a vida.
Novembro.
Nóoooo...
Como dizem os brasileiros aqui que abreviam o 'Nossa'.
Nóoooo, novembro foi emocionalmente punk-rock!
Cansei.
Tô exausta de emoção.
Quase tive vários ataques cardíados, remédio, sofrimento sem fim...
Afe, perdi quilos rapidinho e fui pros 59.
E eu fico mais puta ainda quando neguinho me diz:
'Nossa, você está linda! Magrinha!'
Gente, foi um coração destroçado que fez esta perda de peso...
Ô, povo sem noção.
Tô contando os dias para este mês acabar.
Ô, inferno.
Como dizem os brasileiros aqui que abreviam o 'Nossa'.
Nóoooo, novembro foi emocionalmente punk-rock!
Cansei.
Tô exausta de emoção.
Quase tive vários ataques cardíados, remédio, sofrimento sem fim...
Afe, perdi quilos rapidinho e fui pros 59.
E eu fico mais puta ainda quando neguinho me diz:
'Nossa, você está linda! Magrinha!'
Gente, foi um coração destroçado que fez esta perda de peso...
Ô, povo sem noção.
Tô contando os dias para este mês acabar.
Ô, inferno.
Monday, 3 November 2008
A dívida.
Eu nunca contei muito da minha vida para a minha mãe.
Não somos amigas, aquele carnaval de união 'eu conto tudo para minha mãe, ela é minha melhor amiga'. Porra nenhuma.
Fomos inimigas por anos. Sempre batendo de frente por sermos muito diferentes, mas muitas coisas eu devo à ela.
Como a capacidade de nunca ter dívidas.
Ela até hoje diz: 'Eu não devo dinheiro! Você já viu alguém batendo na minha porta pedindo dinheiro? Se não tem, não compra!'
E foi com essa frase de sempre que em um quiosque de café em um shopping centre no ano 2000, ela me comunicou:
'Abri uma carta sua do banco 'urgente'! Você está com um cheque sem fundos na praça. Vamos achar este cheque agora e pagar em dinheiro. A quem você passou esse cheque?'
Eu fiquei branca.
Mas fomos ao restaurante ao qual eu passei o cheque e o dono disse que ele tinha sido enviado para São Paulo. Falamos que pagaríamos o cheque no mesmo dia assim que o cheque voltasse.
Depois de resolvido, entregamos o cheque no banco. Por um triz meu nome não entrou no SPC.
Foi bom ter a mãe que puxa pelos cabelos e diz 'vamos resolver isso agora!'.
Sem psicologia nenhuma, mesmo sendo ela uma psicóloga para crianças.
E até hoje, piro com pessoas que me dizem que têm dívidas. Como?
Como? Irrita-me profundamente ouvir falar de dívidas. Nem respeito a pessoa, acho de uma estupidez incrível. Assim como pôr um cigarro na boca e achar chique. Burrice do caralho.
Valei-me!
Lembrei dessa história ao ir à minha depiladora de anos, que me disse:
'Tenho que dar um esporro na minha filha: 19 anos, com um cartão de crédito, sozinha em Londres e com dívidas. Pensa que está cheia de dinheiro.'
Eu: 'Realmente, se tem alguém que saberia ensinar o valor do dinheiro à ela, seria você; trabalhando de segunda à sábado, com negócio próprio, casa quitada, 2 filhos sozinha. Eu você dava um puxão de orelha nela!'
Ela: 'É ! Não vai ter jeito. Eu vou atrás e vou resolver essa situação.'
Tomara que ela resolva com pulso forte. Senão, o tiro pode até sair pela culatra e ela cria uma dependente que não sabe nunca pescar e espera o peixe na boca.
Não somos amigas, aquele carnaval de união 'eu conto tudo para minha mãe, ela é minha melhor amiga'. Porra nenhuma.
Fomos inimigas por anos. Sempre batendo de frente por sermos muito diferentes, mas muitas coisas eu devo à ela.
Como a capacidade de nunca ter dívidas.
Ela até hoje diz: 'Eu não devo dinheiro! Você já viu alguém batendo na minha porta pedindo dinheiro? Se não tem, não compra!'
E foi com essa frase de sempre que em um quiosque de café em um shopping centre no ano 2000, ela me comunicou:
'Abri uma carta sua do banco 'urgente'! Você está com um cheque sem fundos na praça. Vamos achar este cheque agora e pagar em dinheiro. A quem você passou esse cheque?'
Eu fiquei branca.
Mas fomos ao restaurante ao qual eu passei o cheque e o dono disse que ele tinha sido enviado para São Paulo. Falamos que pagaríamos o cheque no mesmo dia assim que o cheque voltasse.
Depois de resolvido, entregamos o cheque no banco. Por um triz meu nome não entrou no SPC.
Foi bom ter a mãe que puxa pelos cabelos e diz 'vamos resolver isso agora!'.
Sem psicologia nenhuma, mesmo sendo ela uma psicóloga para crianças.
E até hoje, piro com pessoas que me dizem que têm dívidas. Como?
Como? Irrita-me profundamente ouvir falar de dívidas. Nem respeito a pessoa, acho de uma estupidez incrível. Assim como pôr um cigarro na boca e achar chique. Burrice do caralho.
Valei-me!
Lembrei dessa história ao ir à minha depiladora de anos, que me disse:
'Tenho que dar um esporro na minha filha: 19 anos, com um cartão de crédito, sozinha em Londres e com dívidas. Pensa que está cheia de dinheiro.'
Eu: 'Realmente, se tem alguém que saberia ensinar o valor do dinheiro à ela, seria você; trabalhando de segunda à sábado, com negócio próprio, casa quitada, 2 filhos sozinha. Eu você dava um puxão de orelha nela!'
Ela: 'É ! Não vai ter jeito. Eu vou atrás e vou resolver essa situação.'
Tomara que ela resolva com pulso forte. Senão, o tiro pode até sair pela culatra e ela cria uma dependente que não sabe nunca pescar e espera o peixe na boca.
A Norma da vida.
A norma da vida deveria dizer que todas as mulheres deveriam ser fortes, com energia, bonitas, bem-resolvidas, satisfeitas em ser mãe-solteira se for o caso, e conquistadoras como ela.
Ela era exatamente tudo isso.
Hoje eu pensei nela
Ela era exatamente tudo isso.
Hoje eu pensei nela
Subscribe to:
Posts (Atom)
