Faz uns dois meses que entrei nessa de querer muitíssimo ir à Angola.
Tudo começou quando desde fevereiro os meus 'espertos' chefes notaram que em Angola se falava português.
Então, passaram-me a responsabilidade por aquele País.
Logo depois, convidaram-me para um 'convívio' Angola-Brasil, dos estudantes da escola.
Convívio é o que os angolanos chamam de encontro.
Seja no bar, no pub, na praia... Um convívio da sua cultura, ou para nós uma 'festchenha'.
Depois disso, eu entrei no site do Lonely Planet para saber mais sobre as rotas do país, e alguém descrevia 'a dança sensual e nacional de Angola: a Kizomba'.
Pirei no You Tube!
São tantos vídeos de casais dançando Kizomba, e as discussões sobre quem sabe dançar são piores ainda.
Acirradíssimas!
Eu descobri em um 'convívio' que eu sou uma mulher 'kuza bruta'!
Coisa bruta!
Leva essa definição qualquer mulher que quer levar um homem na dança, ou comandar a situação. Os homens são rudes.
Angola, aliás, é super machista e as histórias de poligamia muito naturais.
Até as mulheres sabem e aceitam.
E os homens angolanos são muito saudáveis!
Benza-te deus!
Uma saúde ébano ou mulata.
Angolanos, como tradição, têm nomes africanos e portugueses entre os cinco, ou seis, em seus documentos.
Leyzller, Kwenha, Xingu ou Swellen.
Hoje em dia, pego-me tentando usar o português na minha melhor capacidade e acabando a noite bêbada falando da separação de Cabinda, da cobiça dos portugueses pela madeira ébano, ou preta que era igual ao nosso Pau-Brasil, e rindo com eles das palavras creolles de Cabo Verde.
Os amigos de Angola são precoces e querem casar cedo.
Dizem que na próxima viagem ao Brasil, irão de terno, anel e passagem dupla de volta para trazerem cada um a sua brasileira.
Só não sei aonde esses prováveis casais vão morar: se em Angola, ou aqui.
E, não sei que brasileira vai entrar nessa de poligamia aberta e escancarada.
Só sei que Brasil e Angola combinam muitíssimo.
É sintonia pura!
Não vejo a hora de baixar esse meu corpo em Benguela e dançar uma passada de Kizomba na praia com um saudável angolano rude.
Ai, ai!
Thursday, 29 May 2008
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4 comments:
Angola, Congo, Benguela
Monjolo, Capinda, Nina
Quiloa, Rebolo
Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há uma princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados em carros de boi
Eu quero ver quando Zumbi chegar
Eu quero ver o que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
Zumbi é senhor das demandas
Quando Zumbi chega, é Zumbi quem manda
Pois aqui onde estão os homens
Dum lado, cana-de-açúcar
Do outro lado, um imenso cafezal
Ao centro, senhores sentados
Vendo a colheita do algodão branco
Sendo colhidos por mãos negras
Eu quero ver quando Zumbi chegar
Eu quero ver o que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
Exatamente isso!
xMH
Mas, peraí! Angolanos odeiam serem confundidos com os do Congo ou Senegal. Não admitem!
É igual a chamar brasileiro de argentino! xMH
Hehehe! Manda eles reclamarem com Jorge Ben, então. :*
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