Thursday, 8 May 2008

A tatuagem.

Não dá para explicar muito o prazer de se ter uma tatuagem.
Discuto muito isso com uma querida amiga.
A gente, realmente, vibra com a agulha furando.

A começar pelo gosto de ter a pele sendo rasgada. Aquela máquina quente furando, rasgando, desenhando.
Puro prazer.

Não!
Não tem nada a ver com sado-masoquismo.

É um prazer parecido com o do sexo.
É uma delícia. Com o frio na barriga do antes, de se fechar o olho no durante, e ir... Se deixar levar!

E o prazer é tanto que, hoje em dia, eu nem me importo se o desenho ficar feio.

Aliás, fiz um tangará vermelho na semana passada, e toda a beleza do desenho não foi traduzida pelo artista.

Ficou como um desenho de criança no meu corpo.
Um tom meio sujo, meio tatuagem suburbana. Não intencional, mas muito bem-vindo no final das contas.
Sinto-me quase próxima de uma presidiária feminina, com a pele pobremente rasgada.

E foi tão gostoso.

Já tenho mais três desenhos engatilhados.

Ô, vício caro!

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