Wednesday, 7 May 2008

'What type of drugs do you do?'

Essa é uma velha pergunta que já me fizeram muitas vezes, e que ontem eu ouvi por mais uma vez no camarim do show do Roy Ayers de uma inglesa 'metade sul-africana, metade inglesa'.

Aliás, acho ridícula essa históra de meio-a-meio, porém é um termo estabelecido na sociedade inglesa, já que ninguém hoje em dia é puramente inglês por aqui.

Mas voltando ao assunto, a fulaninha simpática me olhou e me perguntou a tal frase, na versão inglesa, após a constatação de que o bar estava fechado e de que nossa bebedeira tinha acabado.

Mas eu respondi: 'Nenhuma, olha... Minha droga é o álcool!'

Ela respondeu que também adorava, porém na falta, outra coisa deveria suprir essa carência, como naquele momento.

Eu disse que não topava.
E repito: não sou moralista! Pode cheirar, injetar, engolir, fumar na minha frente que eu fico feliz com a minha cerveja.
A coisa é dizer 'não'com conviccão, e simpaticamente.

A velha 'gelada' é hoje em dia a única coisa que não me dá dor de cabeça e com a qual eu vou a noite inteira de uma maneira mais regrada.

Tequila e cana têm o efeito bate-e-volta. Não consigo mais nem ingerir estas doces bebidas.

Vinho tinto me deixa completamente ensandecida. Deve ser o fervor do vinho no sangue.
A minha enegia dobra. Porém, também se acaba com mais rapidez. Já na terceira taça.

Whisky é um recurso de desinibição em tempo rápido. Uma dose cowboy e eu fico corajosa.
Mais do que isso me aleija rapidinho.

A cerveja fica como sempre no lugar principal da minha atenção. Ela nunca me decepciona.

Já as drogas não têm vez, comigo.
E como eu falei, não sou moralista.
Pode abusar na minha frente, com moderação.

Em Recife, eu tinha fama de 'cheirada'.
Porquê a energia é demais na garota aqui.
E como eu pulo, às vezes, de incontinência emocional, fervendo de energia, neguinho pensava que eu tinha cheirado um pó legal.

E nem adiantava discutir com brasileiro.
Quando eles pensam que têm razão, ninguém segura.

No entanto, a menina de ontem não ficou decepcionada.

E me disse:
'Então, nós vamos beber aonde?'

Eu: 'Em qualquer lugar. Vamos detonar!'

Ela: 'Mas eu trabalho amanhã de 9 da manhã! E você?'

Eu: 'Eu também.'

Ela riu e cada uma de nós duas entramos em um carro diferente.

Mas não existia um bar aberto às 2h da manhã na cidade de Brighton em uma terça-feira à noite.
Província.

E a solução foi voltar para casa e dormir.

E dá para se entender o porquê da pergunta comum sobre as drogas.

Afinal, quem não tem cão, caça com gato.

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