Eu que sugeri depois de dizer tantos 'nãos': 'Você quer tomar um drink?'
A resposta foi eficiente: 'Estou livre hoje e amanhã!'
Eu preferi o amanhã.
Talvez, eu não estivesse tão certa do encontro. Mas, agora tinha que encarar.
O amanhã virou 'hoje à noite às 9h30', e eu fui.
Cheguei calada. Não havia entusiasmo. Ele não era quem eu queria.
Ainda bem que ele é um amigo sensato.
E o que eu faço agora é botar a minha melhor cara positiva e fazer inúmeras perguntas. Fazendo a conversa fluir com a não-inércia. Não sabia o que dizer.
Fui três vezes ao banheiro.
Na terceira vez, eu me olhei no espelho e notei que nem 2 caipirinhas, 3 cidras Bulmers e uma vodka com suco de cranberry fariam aquela noite proveitosa para mim.
Ainda assim, resolvi não agir.
E agiram por mim.
Cinco mulheres chegaram e começaram a conversar comigo... eram amigas do tal amigo.
E queriam ir à um nightclub. Eu já tinha estabelecido no começo da noite que seria somente um drink e não uma noitada.
Falei: 'Vai com as meninas! Eu vou embora!'
Ele já tinha discutido contra as minhas súbitas saídas de campo no passado, quando eu resolvo que a noite já deu e vou embora sozinha, e sabia que não surtiria efeito fazer esforço.
E se despediu sem insistir.
Peguei o meu ônibus e voltei para casa pensando que existem poucas pessoas que brilham aos seus olhos, que a fazem dizer-se encantada, emocionada, vibrante, envolvida, hipnotizada.
A qualidade primordial de uma pessoa é ver que ela brilha ao seu coração.
Infelizmente, o de ontem não era brilhante.
Não deu. Mas eu até que tentei.
Sunday, 4 January 2009
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