Monday, 19 January 2009

Das coisas de que se gosta!

É tão bonito essa maneira Paulo Coelho de começar suas crônicas...
Então, falaremos das coisas de que se gosta!
Das que eu gosto.

Em uma conversa com Karina, atrás do bar do Clube Atlântico, ela que me disse: -vocação é o que se faz desde pirralha!

Vocações se repetem, e sempre as faço ou as tenho com amor ao longo da vida. Elas sempre foram as coisas das quais eu gosto, e que gosto de fazer.

1'. Vender - Foi o meu primeiro emprego e ao longo do tempo eu nem percebi que fazia isso sempre!
Eu vendia os brigadeiros da minha tia na escola, ou na porta da casa da minha avó para ter o título de Rainha do Milho no São João!
Quem arrecadasse mais, ganhava! E eu ganhei por 3 anos seguidos. Aos 17 anos, eu queria trabalhar para ter mais que 10 reais por semana de mesada, e pedi ao namorado de uma amiga da escola para trabalhar na loja dele.
Eu vendia roupas na Bonnie and Clyde do shopping Casa Forte.
Hoje eu vendo cursos de inglês no mundo inteiro, e minha relação com o dinheiro é natural devido a esses ciclos de venda. Venda é adaptar uma necessidade a um valor: você ganha um benefício, e eu ganho a remuneração por lhe dar um benefício.

Durou 1 mês e meio o emprego na loja, até que notei que gostava de outra coisa.

2'. Ensinar - 'Quem não sabe, ensina!'. O ditado está certíssimo... A melhor maneira de se forçar a aprender mais é tentando ensinar. Pode ser algo de que se gosta, ou não, mas explicar, falar com as pessoas, debater até que entendam de várias formas diferente é a melhor maneira de se explorar um assunto.
Aos 19 eu fui professora de inglês, e como mudei de País e ninguém quer aprender inglês de mim, eu ensino o que eles querem, amam e acham bonito: a minha versão da língua portuguesa.
Mas, somente a forma arcaica! As novas regras são mesmo ridículas....

3'- As bolsas - As de quando eu era pequena tinha de ser de plástico e de vynil... Amarelas ou vermelhas ou rosa! Brilhosas, cheias de papéis e canetas, com uma pequena moedeira de plástico dentro, um esmalte e uma pulseira. Típica menina sul-americana!
As de hoje são mais sofisticadas, têm que ser de couro pelo valor de revenda a qualquer hora. Enjoô e ela vai para o Ebay. Há dois anos, vendi no trabalho as bolsas da amiga Lu de Mari, são lindas!
E semana passada, três amigas de baia me perguntaram onde encontro as bolsas que levo.
É um projeto no futuro! Ter capital para ter uma loja de bolsas. De couro, de pano, de plástico, de tecido.... Várias bolsas!
Quer me dar um presente? Que tal uma bolsa nova....

4'- As cartas - Elas nunca mentem! Nunca... Pode demorar, mas acontece! E elas me deixam boquiabertas com as situações inusitadas. Uma amiga recém-conquistada me convenceu a espalhar o dom de lê-las e ajudar as pessoas, ou guiá-las de acordo com as cartas que elas atraem. Minhas cartas me acalmam, eu as vejo todos os dias, acato seus conselhos. Eu as leio, sem preconceito. Quando pequena, eu ouvia 'isto não é coisa de criança', hoje me pedem que eu as leia. Elas são um serviço, uma linguagem. Há anos, estão lá na minha vida... dando conselhos.
As cartas da minha avó, são as mais incríveis. Elas são tão simples e eu demorei tanto a percebê-las.
Agora, que tenho duas clientes que sempre voltam, eu noto: essas leituras devem estar boas!

5'. Cantar - Adoro, adoro, adoro! Não canto mais para qualquer um, como fazia. O palco ficou atrás, em setembro de 2008! Virou uma coisa particular. Às vezes, não sei as letras de umas canções famosas, mas nunca esqueço as minhas, as que eu invento... O canto anda tão esquecido. Mas quando ele vem, é um torpor de emoção, uma névoa mental... Suo, fico leve! Cantar, cantar, cantar! Em coral, sozinha, em conjunto... Cantar! Um dia, esse dom guardado volta! Afinal, o que é do homem o boi não lambe.

É bom descobrir do que se gosta.
Faz a vida mais leve, quando você pensa que está no caminho errado, ou não tem caminhos nenhum.

Eu estou no caminho certo. Longo, porém certo!
Tudo ficará muito bem!

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