A transição da solidão ao amor sempre é doce.
Neste último mês, tenho acompanhado várias transições no comportamento do italiano solitário e vizinho de mesa no trabalho.
Ele recebe mensagens de texto o tempo todo e diz: ah, é minha mãe de novo.
Ele é filho único.
Mora sozinho em um apartamento no centro, passa os finais de semana em um quarto escuro revelando fotos e come croissants de chocolate todas as manhãs. Ele não cozinha.
Queria uma namorada há muito tempo, porém acho que ele cheirava a desespero. Quanto mais o tempo passava, mas desesperado ele ficava. E isso se sentia de longe.
Mas alguém resolveu ajudá-lo e, como dizia minha mãe, cortou uma jaca para ele.
Apresentaram-lhe uma inglesa em seu curso de francês e ela aceitou um convite para sair.
De encalhado transitou para um com alguém para sair.
E na semana seguinte ao encontro, estava nos ares....
Olhava as janelas e admirava o sol e o céu, ria muito e com frequência.
O começo da empolgação, da excitação do amor.
E transitou de solitário a apaixonado.
Porém, não viu muita resposta da inglesa, e olhava o celular com frequência atrás de uma mensagem de texto. Nada.
E voltou a exalar desespero novamente.
Sentia-se de longe. E pegou uma gripe violenta em dois tempos.
A paixão o enfraqueceu.
Até que voltou ao trabalho depois de três dias de cama.
Disse que nada tinha acontecido, e assim parou de sorrir.
Transitou de desesperado a solitário mais uma vez.
Tuesday, 13 November 2007
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