Wednesday, 26 November 2008

O perdão.

Ele pediu perdão.

Comunicou que estava indo para NY e pediu perdão.
Disse com os olhos embrulhados de lágrimas que pulavam dos olhos:

'Maria, Obrigada! Todos os meus amigos não puderam vir para se despedir de mim, e você é a única que está aqui. Eu sinto muito, mas não tive amor na minha família, então eu não pude te dar amor. Sinto por ter sido um filho da puta com você.'

Da filha da putice dele, nasceu a minha solidão, o meu exílio forçado, a minha contentação em estar só.
Fez-se necessário tirar proveito dessa solidão. Para não enlouquecer de vez!

E tivemos uma noite bêbada e maravilhosa de amigos.
Amigos que se protegem incondicionalmente.
Ninguém mexe com ele, e ninguém mexe comigo na frente dele.

É uma amizade na qual falamos de tudo, menos de novos parceiros.
Porquê esse amigo tem o valor importante e mesmo da família:
somente apresentaríamos outra pessoa um ao outro se ela fosse incondicionalmente importante.

Sabemos que outras pessoas existem.
Mas elas não entram no nosso mundo.

Foram 7 anos de dor, mas agora renascemos.

Eu, mais sozinha do que ele.
No entanto, muito mais sábia e mulher do que antes.

Tá perdoado!

No comments: