Tuesday, 22 January 2008

Silêncio não quer dizer consentimento.

Ana Alonzo, essa semana, disparou-me indignada em sua cozinha tipicamente inglesa, entre a preparação do chorizo e da 'ensalada de lechuga y jamón' com baguete e aspargos:

'Oye, Maria! No se como escuchas tanta mierda de estos tipos y no sacas nada en contrapartida. Yo creo que tu también tienes una boca, no?'

Esta é Ana!
Ela fica indignada quando eu não falo nada para um idiota,e fico em silêncio diante de uma 'merda' de opinião disparada contra mim.

Como uma própria Basca, ela espera a discussão e o confronto na ponta da língua.
Mesmo que viva na Inglaterra e que se esgote emocionalmente sendo tachada de díficil por muitos o tempo todo.
Ela gosta da discussão.

Já eu, não tenho paciência para opiniões de merda, e sim, dou um fora se pisarem no meu pé.
Mas não dou tantos foras como Ana dá.

Será que isto me prejudica?

Sim, prejudica, se eu penso no assunto depois do episódio.
Aí, sim, fica remoído e mal-resolvido.

Já se a discussão é digna de esquecimento, eu não discuto.
Simplesmente, por que não vou resolver o problema, e por isso não perco tempo.
Apago, esqueço.

Ou relembro em tom de risa.
Achando engraçado o fato de outros pensarem que o meu silêncio significa que eu concordo com o que eles pensam.

O mito da palavra final dada por quem vence a discussão.

Enfim, ainda prefiro acreditar no que eu expliquei à Ana:
'Quem faz por último, ri melhor, Ana! Não adianta discutir!'

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