Tudo começou com um relógio novo que eu resolvi comprar.
Primeiro, vendi todos os outros 'mais ou menos' que eu tinha no e-bay e resolvi comprar um decente.
Então, escolhi um que não saísse de moda: um Tissot masculino com cronográfo. Clássico.
Pesquisei na internet o modelo que queria, e fui em cada uma das lojas da cidade.
Finalmente, achei o danado.
Apontei para ele e disse à vendedora:
'Posso provar esse?'
Ela: 'É para uma ocasião especial?'
Como se fosse o aniversário de alguém.
Eu: 'Não, é para mim mesma!'
Ela: 'Então, porquê não escolhe o modelo feminino?'
Os modelos femininos são muito mais caros.
E todos hoje em dia têm diamantes ao redor. Não é feio, eu tinha um, mas é muito 'girlie'.
Recusei: 'Não, eu quero esse!'
Ela, tirou o relógio e me levou para outro lugar, ainda falando: 'Já viu os da Ômega? São bonitos. Também tenho os femininos da Tag Hauer! São novos!'
Eu: 'Não, obrigada! Eu quero esse!'
Ela se calou.
Eu provei e me olhei de longe no espelho. Disse: 'Tudo bem, eu levo esse!'
Ela chamou uma assistente que ao ver a quantidade de pulseira que tiraria para o meu pulso fino ficar no lugar disse: 'Ah, vou ter que tirar tudo isso!'
Eu, desaforada e com uma piscada de olho: 'Mas eu tenho certeza de que você consegue fazer isso!'
E foi um resto de venda sucinto: cartão, recibo, seguro, 'vai usar agora?', 'quer uma sacola?'.
O que eu queria. Cala a boca e vende. Sem sofrimento.
Mas, os olhares das vendedoras eram de negação. Mulher comprando relógio masculino?
Para elas, não dá!
A mesma coisa com o perfume.
O 212-Carolina Herrera masculino é perfeito! Per-fei-to!
Uma maravilha!
Delícia!
E eu tenho.
Para quê fui comprar outro?
A inglesa super-maquiada quase me crucificou com um testa franzida.
Olhei no fundo do olho dela e perguntei quanto era. Ela respondeu e eu dei o cartão.
Sim, fique calada, gata, e venda!
Pense assim: eu sou a venda mais fácil do seu dia! Ah, se todos fossem iguais a mim.
E para finalizar o iraniano do time ganhou um perfume de presente de um aluno saudita. E borrifou todos os homens do time. Logo em seguida, foi para a húngara que vive aqui há anos, e ela gritou: 'Não! Não quero ter cheiro de homem!'
E eu estiquei o braço para a minha vez:
'Hummmmm, vétiver!'
Ele: 'Isso mesmo, Maria! Esse povo inglês não entende de nada!'
A húngara não é inglesa, mas eu entendi o que ele quis dizer.
Realmente, não entendem de nada.
Nada mesmo!
Frescura du caray!
Tuesday, 9 September 2008
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1 comment:
tenho um jean paul gaultier masculino fantástico!
":)
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