'Cuidado com o mar, viu? Não seja afoita!'
Era o que minha avó me dizia sempre que ela sabia das minhas viagens.
Da última vez que ela me viu, ela disse a mesma coisa.
E para ela, que me viu nascer e me criou até os nove anos, eu tenho essa fama de afoita ao ver o mar.
É verdade.
Eu via o mar, corria e me jogava nele, ia até o fundo, porquê confiava no meu nado, sabia driblar uma onda enorme a furando e ficava horas nesse carnaval com a água.
Adorava quando eu levava um 'caldo'.
É a natureza te ensinando a regra do respeito às energias que não falam, ou não são humanas.
E mesmo assim são tão mais fortes que você.
Mas essa afoiteza hoje em dia anda calma!
E tudo fica calmo, quase inerte, hibernando, sem energia.
Com isso os medos chegam, e se diz não antes de se saber para o quê se respondeu.
'Não!'
Nem se tenta, a recusa já vem.
Por quê se cansou de tentar.
Eu saí do mar e joguei a toalha cedo demais.
Ando seca.
Doida para me molhar.
Louca para me jogar no mar.
Só não quero me afogar!
Thursday, 17 April 2008
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