todas as mulheres admiráveis, revolucionárias e sem culpa deste mundo estão mortas.
minhas heroínas não morreram de overdose. morreram de incompreensão! morreram de interrogações pesadas na cabeça: um grande porquê?
odeio ver minhas amigas admirando mulheres de menos. andam crédulas demais. menos curiosas, lendo de menos, questionando muito pouco, querendo somente o 'amor', incapazes de uma praticidade independente e invejável.
quanta dúvida, quanta culpa, quanta cobrança, quanto regime, quanto auto-controle, quanta falsa-paz! aquela paz digna da porta afora do consultório do seu terapeuta.
elas nem sentem raiva por terem que fazer terapia. raiva de ter que se enquadrar!
são robôs.
curvaram-se ao domínio público do politicamente correto.
que vergonha.......
é impossível levar um movimento revolucionário adiante. qualquer que seja.
muito melhor estudar e dominar o populismo.
e seguem com ele: dedão de legal em punho, vira a cabecinha e dá um risinho.
leveza, simpatia e bondade!
mesmo que loucas entre quatro paredes
aliás, quem quer ser louca?
