ele se justificou, disse que não queria ser um amigo, pediu para entender o silêncio, 'o que é que se vai dizer, né?', relacionou amizade entre homem e mulher como única apenas entre um cabeleireiro e sua cliente - nada mais, disse que se sentia usado, que 'agora as coisas andam muito frias por aí afora. é só sexo!', disse que já que era assim, assim seria, mesmo assim não quis amizade, confidenciou que se sentia sozinho, queria alguém para crescer junto, impulsionar algo, ir para frente junto com ele, não explicou se ele planejava dar o mesmo suporte à esta futura 'mulher-guerreira' dele, disse que queria ir junto com alguém, que estava triste consigo mesmo, que esse alguém talvez não existe, porquê ele se amava muito, assim como todo mundo que é individualista e se ama muito, como eu, como você, falou que pode ser muito mal quando ele quer, que pode ser perverso, e não queria amizade, falou que estava de saco cheio daquelas mesmas festinhas, daquela vida mais ou menos, que queria ir embora, que iria passar por aqui por perto em um mês e meio, reclamou do frio, disse um 'eu vou sair e não volto mais', disse um 'eu te procuro. mas eu não quero ser seu amigo!'.
...silêncio esquartejante....
Wednesday, 5 August 2009
Subscribe to:
Post Comments (Atom)

No comments:
Post a Comment